BIOGRAFIA DE VERA
Vera Lúcia Reis Maia nasceu na chamada Avenida Guimarães, ali na Fonte Nova, em Salvador, em 15 de Maio de 1948, filha de Claudionor Barros Reis e de D. Joselina Barreto Reis, ambos brasileiros. Quando tinha 4 a 5 anos, subia a ladeira para o Jardim de Nazaré com a babá, brincando em frente ao Colégio Salesiano e a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. Naquele mesmo ano – 1952 – Adinoel, com 15 anos, estudava no Ginásio Severino Vieira, naquela mesma praça, frequentando assiduamente essa biblioteca. Em 1969, os dois se casariam na igreja do Colégio Salesiano (ver foto abaixo), por escolha dela. Do Colégio de Aplicação, na Palma, onde fez o curso ginasial, saiu para o Colégio Estadual da Bahia (Central), de onde passou – através exame vestibular – para a Universidade Federal da Bahia, fazendo o curso de Psicologia. O ano de 1969 foi o do vestibular, mas também o do seu casamento. Antes de conhecer Adinoel, ela e uma amiga e colega planejavam fazer o curso de Medicina e ir para a Amazônia. Nenhuma das duas planejava casar, movidas, ambas, pelo ideal de servir. A amiga formou-se em Medicina e permanece solteira, mas não foi para a Amazônia, tornando-se pesquisadora, na área da Genética.

Vera encontrou um jeito todo seu de exercer a profissão de psicóloga, como escritora, inicialmente com uma coluna intitulada Psicologia, no Jornal da Bahia. Depois, fazendo o suplemento infanto-juvenil desse jornal, intitulado JOBA. No expediente, aparecia como coordenadora, mas de fato, escrevia todos os textos – exceto os de autoria dos leitores – respondendo as cartas das crianças e adolescentes que mandavam desenhos, poemas e contos ou apenas sugestões e perguntas. Com esse trabalho de psicologia educacional, visitando escolas e atuando pessoalmente em alguns eventos, durante 15 anos, conseguiu despertar nos pequenos leitores, as suas vocações sócio-culturais, contribuindo educativamente para arrumar suas cabecinhas. Ela própria descobriu seu lado literário, compondo poemas e escrevendo contos, assim e ali publicados. Fez isso até 1990, quando o Jornal da Bahia afastou-se da linha sócio-cultural e o JOBA deixou de existir. Desde então, tem dedicado o seu tempo extra à leitura e à formação intelectual dos três filhos, orientando-os no Colégio Marista para a área de Medicina, na qual se formaram. Hoje, acrescenta os netos, na sua atividade cotidiana…
No JOBA, Vera fazia todo o trabalho de redação, coordenando cada edição do tablóide dominical, visitando escolas e participando de eventos em que esse suplemento tinha um estande, promovia concursos, etc. Vera era o próprio JOBA e respondia as cartas dos pequenos leitores como se fosse o personagem que dava nome ao jornalzinho. Sua formação de psicóloga confundiu-se com a situação de mãe e a função de jornalista, daí resultando um momento especial para a imprensa na Bahia. Assim, surgiu em Vera uma vocação literária, que ela exercitou por alguns anos, criando e publicando contos como estes dois, aí abaixo.
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