Niveis de Evolução na Terra
A Experiência Animal

O animal evolui, na Natureza, livremente, animado (anima = movimento / clique aqui ) por uma energia que retira do Sol, com a aspiração do ar, assim adquirindo esse movimento e autonomia para realizar experiências, sofrendo para aprender e acumular conhecimento, que o permite
gerar procedimentos e gerir comportamentos individuais e sociais, administrando sua paixão e aumentando sua razão – isto o torna racional – adquirindo inteligência para vencer resistências, corrigir erros, adaptar-se aos ambientes adversos, organizar-se social, política e economicamente e tornar-se intelectual, isto é, substituindo paulatinamente a paixão pela razão e adquirindo níveis de inteligência (conhecimento controlado) que o capacita a gerir o seu próprio destino e vencer obstáculos antes intransponíveis, em direção à sapiência (conhecimento divino), tornando-se sapiencial e não mais precisando da matéria para viver em planetas, tendo como suporte a energia e vivendo em estrelas, motivo pelo qual pode ser inserido entre os “seres de luz” .
Essa evolução ocorre em sequência ilimitada de nascimentos e mortes, por exemplo, na Terra, onde existem ciclos históricos, nos quais os povos – populações animais – convivem nos mais diferentes níveis evolutivos, os mais intelectuais dominando os mais animais, estes, nas florestas ou nas cidades; tão mais animais quanto mais gostam de mover-se, quer no espaço circundante, quer com o seu próprio corpo, optando mais por danças e esportes e menos por atividades sedentárias, como a leitura, a música,
a filosofia e a ciência, de modo que, cada um, cada pessoa humana, cada ego eterno, autônomo para educar-se e adquirir conhecimento, consiga, numa mesma vida ou em vidas sucessivas, substituir a paixão pela razão e atingir estádios de evolução na direção da sapiência. Em outras palavras: cada pessoa é dona do seu destino e escolhe culturalmente a sua felicidade, seja ela animal, intelectual ou sapiencial. Evidentemente, como é necessário ao ego sofrer experiências individuais, para evoluir, o sofrimento não deve ser evitado. Ao contrário, é ele quem baliza as experiências futuras e evita sua repetição, liberando o ser humano, seguidamente, de outros sofrimentos, até não mais precisar destes. Por isso, quem perdoa a quem erra e lhe tira o sofrimento com o qual pagaria o seu erro, o está prejudicando, por adiar a sua evolução. No sentido inverso, quanto mais se estuda e adquire conhecimento com a própria experiência, na escola e na vida, menos se sofre e mais rapidamente se evolui.
Pelos cálculos de Jesus, um sapiencial que se ligou a um cérebro animal humano para nos trazer tais conhecimentos, dois mil anos atrás, deixando lições que foram deturpadas por homens em busc
a de mais poder político e econômico; seriam necessários esses dois mil anos, para que os homens de então, ainda puramente animais, evoluissem para a intelectualidade e a sapiência, de modo que hoje, alguns ou muitos deles já podem ser julgados por si mesmos e estar capacitados a não mais precisar ligar-se a animais na Terra, permanecendo no espaço cósmico, vivendo nas estrelas, sem um corpo material, com o suporte energético da consciência divina, isto é, universal.
Evidentemente, a vida lá fora, dos seres sapienciais, é muito chata para quem, ainda valorizando o movimento, como animal, continua querendo o seu futebol, o seu samba e a sua atividade sexual, não se importando em sofrer cotidianamente para atender as necessidades da matéria, os acidentes de trânsito e o pagamento das despesas necessárias para comer, ter um abrigo e criar os filhos. Por isso, numa população de bilhões de pessoas em todo o mundo, são apenas alguns milhares, que subirão ao céu, para não mais voltar, a cada dois mil anos ou um pouco menos… ou mais. Os que ficarem na Terra por mais algum tempo, não irão para o Inferno. Já estão nele, na própria Terra… Podem estes, no entanto, serem consolados com a informação de que há outros seres, como as cobras, os mosquitos e os micro-organismos, que estão muito mais longe de livrar-se do sofrimento cotidiano! Ainda faltam muitos milhares, talvez milhões de anos, para que estes cheguem ao nível dos humanos… se chegarem.
Este resumo é suficiente para um primeiro contato com este tema, que é complexo e muito rico. Com ele, colocamos uma escada à disposição de todos. Figurativamente, diremos ser uma escada para o céu. Cada um de nós é livre para subir nela, quando e o quanto quisermos. Até podemos, depois de estar lá em cima, descermos para uma visita ou para fechar um buraco qualquer em nossa consciência. Só subimos, no entanto, quando e quanto tivermos mérito para tal. A coisa é tão bem feita, que nenhum de nós quererá subir para sentir falta do que tínhamos, em baixo. Alguém que gosta do seu samba de roda (ou sem roda), não é feliz sem o seu “baba” de futebol aos sábados e sua feijoada aos domingos, não se satisfará em um nível com apenas exercícios mentais matemáticos, com divagações filosóficas ou pesquisas científicas sobre a estrutura do Universo. Essa pessoa, no entanto, não precisa ter uma coisa ou outra, podendo jogar seu futebol e namorar muitas meninas do bairro, lendo um poema hoje, pintando um quadro na semana seguinte e atravessando lentamente uma obra de ficção científica, evoluindo lentamente, vida após vida, de modo que mil ou dois mil anos depois, já não será apenas um animal, que gosta tão somente de movimento (anima, em latim), podendo se considerar um intelectual.
Ao fim, o que importa é que cabe a cada um de nós fazer o seu futuro, de acordo com o nível de conhecimento, de informação, que se busca e se atinge, sem traumas, mas sabendo que o sofrimento pelos erros cometidos não devem ser lamentados, pois são justamente eles que – quando temos consciência e aprendemos a lição – nos permitem subir mais um degrau nessa escada. Pode, no entanto, esse sofrimento, ser evitado, se estudamos e aprendemos com a experiência dos outros, na busca permanente de mais conhecimento.
(anima = movimento) Estamos trazendo o leitor para este rodapé, porque temos de explicar por que um ser é animado pela energia do Sol, embora – sabemos todos – precise do alimento ingerido (sólido e líquido) para mover seus músculos e fazer funcionar seus órgãos. A palavra anima, no latim, significa alma, movimento e dá nome aos seres que se movem – os animais – entre os seres vivos, pois só eles têm alma, MOVIMENTO PRÓPRIO, isto é, saem de um lugar para outro conforme sua vontade, a auto-determinação que não existe nas máquinas, onde a energia para o movimento não lhe dá essa capacidade de fazer o próprio destino e promover sua própria evolução.
Vejamos o que dizem alguns dos melhores dicionários da língua portuguesa:
- DICIONÁRIO DA LINGUA PORTUGUESA, de Cândido de Figueiredo
(Livraria Bertrand/Lisboa/Portugal):
ALMA = essência imaterial da vida humana, imortal (do latim: anima).
ANIMAL = ser organizado que tem sensibilidade e movimento próprio (do latim: animal, anima).
- NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
(Editora Nova Fronteira/Rio de Janeiro/Brasil):
ALMA = (do latim: anima) Princípio de vida, animação, vida.
ANIMAL = (do latim: animale) Ser vivo organizado dotado de sensibilidade e movimento.
ANIMAR = (do latim: animare) Dar alma ou vida a ; imprimir movimento.
- DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO BRASILEIRO, de Álvaro Magalhães
(Editora Globo/Porto Alegre/Brasil);
ALMA = substância imaterial considerada como sendo o princípio da vida mental e psíquica do homem. Parte imaterial do ser humano (do latim: anima).
ANIMAL = ser dotado de movimento espontâneo
(palavra derivada do latim anima = alma)
- ENCICLOPÉDIA UNIVERSO
(Editora Delta/Editora Três/Brasil)
ALMA (do latim ANIMA, ANIMUS): Princípio da vida ou do pensamento, até de ambos ao mesmo tempo/uma realidade distinta do corpo pelo qual manifesta sua atividade (movimento).
ANIMAL: Ser vivo que se distingue do vegetal, em geral (…) pelas sensibilidade e mobilidade. (…) A atividade psíquica só aparece de forma evidente nos animais superiores.
ANIMISMO: Doutrina qua atribui todos os fenômenos naturais a uma força espiritual, ou alma, distinta da matéria. O termo deriva do latim anima, que significa “alma”.
Sabemos assim que as palavras alma, animação, animal, derivam da expressão latina anima, que significa movimento (anima = movimento). O que produz o movimento? O que produz anima, alma? A consciência. A força não produz movimento: apenas o modifica, o altera, mesmo quando o tira do estado de repouso, porque não existe estado de repouso absoluto. A consciência produz movimento, a força altera o movimento, seu campo produz energia e esta produz trabalho. Como a consciência produz movimento? O movimento nada mais é do que a alteração de posição, isto é, da consciência de estar num ponto e passar para outro ponto.
Temos, portanto, duas fontes de energia a gerar movimento: uma física, através dos alimentos ingeridos pelos animais e que promovem a força física que os movimenta, do mesmo modo como se alimenta as máquinas com energia elétrica, combustível, energia solar, etc.; e outra, psíquica, através da respiração, por meio da qual a alma penetra no corpo e lhe dá vida e pensamento eternos em evolução, ou seja, a consciência que domina e controla a energia no corpo, determinando o seu movimento. A energia penetra no corpo animal com sua primeira respiração e o abandona, com a última.
