| As casas residenciais antigas – inclusive apartamentos – foram projetados com um chamado “corredor”, pelo qual se passa para sair de um cômodo para outro. A arquitetura moderna alterou isso, de modo que hoje, principalmente nas moradias das classes alta e média-alta, separa-se a área íntima (de dormir) – onde os quartos têm sanitários próprios – da área social (também com toalete) e da área de serviços (incluindo o sanitário dos serviçais), sem corredor algum, apenas justapostas, com uma pequena parte periférica da área social fazendo contato direto com as outras duas. Nosso caso, neste site, preserva, no entanto, o corredor, ao qual demos novas funções, rebaixando o seu teto com um estrado de madeira, para termos uma espécie de depósito acima desse espaço de circulação, onde guardamos malas, caixas com objetos não mais usados e até alguns papéis que precisam ser arquivados porque podem ser solicitados. Sob esse teto rebaixado, as paredes recebem fotografias da família. Em síntese, nosso corredor tem uma função de guardar a memória da família e de suas viagens (imagens e objetos), isto é, de sua “geografia” e de sua “história”. Espaço e tempo. Vida. |
SEJA BENVINDO, PORTANTO, AO NOSSO CORREDOR.
Aqui circulamos entre a sala e a cozinha, ou de um quarto para o gabinete e assim por diante, mas temos fotografias da família nas paredes, que costumamos mostrar aos visitantes e por algum momento olhamos com saudade. Acima do teto rebaixado, de madeira, com duas placas móveis para nos dar acesso ao espaço superior, guardamos malas, assim como caixas com as fotografias e lembranças das viagens feitas, considerando a própria vida de cada pessoa como suporte dessas viagens. Quando se entra no corredor, vai-se vendo automaticamente as fotografias da família nas paredes, com suas respectivas legendas. Para ver as lembranças de viagem (fotos e textos), basta clicar em uma das indicações abaixo: data e destino. A família espera que cada visitante receba a informação que precisa para melhorar sua própria vida – a maior das viagens de cada pessoa – e conhecer os lugares para onde pode ir, assim conhecendo o que existe fora de sua cidade e até, de seu país, fazendo em seguida, sua própria viagem e realizando sua própria experiência.

