O REINO DE DEUS
Evidentemente, o que João Batista quis dizer com a expressão “Reino de Deus” – e o que Jesus e seus apóstolos divulgaram – não é o que se encontra, hoje, na compreensão dos homens ignorantes e enganados.
Para começar, é necessário entender que Deus não é um ser, uma pessoa, que conhece cada um de nós pelo nome e sabe o endereço de cada indivíduo em todo o Universo Infinito. Quando se diz que Ele está em todos os lugares ao mesmo tempo, evidencia-se:
- sua existência como LEI UBÍQUA E TAUTÓCRONA à qual tudo e todos devem obediência, sob pena de sofrer algum dano físico ou psíquico. Por exemplo, a chamada Lei da Gravidade é parte dessa Lei Geral da Atração e da Evolução, que chamamos Deus. Quem não a obedece, morre e não adianta pedir a Ele para fazer uma exceção, porque não ouve ninguém particularmente em sua prece. Ao contrário, somos nós, os seres mais diversos, que temos de conhece-lo para obedece-lo e não sofrer com as consequências do fazer errado. Quem duvida disso, pode subir numa escada com toda sua fé e pedir a Deus para voar, contrariando-o e lançando-se lá de cima para verificar que jamais será atendido. A chamada “Gravidade” é apenas parte dessa Lei Universal da Atração e da Evolução. Para saber mais sobre isso, deve-se ler neste site sobre a Teoria Unificada do Universo, que une Física e Psíquica, como duas faces de uma mesma moeda, passando, em seguida, para a Teoria da Evolução da Consciência, que nos dá a sequência de tudo o que fomos até chegarmos à condição humana e o que seremos daí para a frente.
- em seguida, que temos de saber ser, um reino, todo o espaço dominado por um rei. O “Reino de Deus” só pode ser todo o domínio de um rei chamado Deus, isto é, o Universo infinito e eterno no qual essa Lei é obedecida, constituindo tudo o que existe e não apenas o lugar para onde só algumas pessoas privilegiadas vão, após a falência ou morte do seu corpo material.
- ainda, que, a expressão “Reino de Deus”, sendo utilizada pelos essênios – uma comunidade judaica que vivia no topo do Monte Carmelo – foi absorvida por Jesus, filho de José e de Maria, que, antes de casar, era a virgemcolumba de um templo dessa comunidade. Comunidade diferenciada porque respeitava a Lei segundo Moisés, seguindo-a no real significado de sua origem egípcia, vivendo em aldeias no deserto ou em mosteiros na montanha, afastada da brutalidade da população ignorante (os “porcos” aos quais não adianta dar “pérolas”), buscando a iluminação intelectual que salva, isto é, que tira das trevas em que se encontrava a humanidade, na Terra, buscando a luz da sapiência, no Céu. Para melhor ver isso, é fundamental saber que os essênios não forçavam ninguém a apreciar pérolas, mas apenas as ofereciam aos que estavam, já, capacitados a valorizá-las. Sem aceitar essa visão, não se chega ao “Reino de Deus”.

Assim, para chegar ao “Reino de Deus” precisa-se da plena consciência do que é, de fato, o Universo, em sua dualidade físico-psíquica, do corpo infinito e da mente eterna. Universo esse conhecido por Jesus, um ser sapiencial, mas sequer imaginado por quem O ouviu e até hoje ainda não compreendido pelos seus seguidores. Buscar o “Reino de Deus” é procurar essa consciência, sem a qual não se chega lá, ainda que se esteja dentro dele. Quem está no cinema, sem poder ver ou ouvir o filme que está sendo projetado, não está no cinema.
Dois mil anos atrás, os homens ainda não tinham ciência do que é o seu corpo, sua mente e sua alma (energia que produz anima, isto é, o movimento, em latim, dos assim chamados animais), assim como não conheciam o tempo além da sua própria existência e o espaço além daquele por eles ocupado durante sua vida, sequer imaginando o que mais tarde seria o domínio da Arqueologia, da Astrofísica, da Neurologia ou da Genética, entre tantas áreas do conhecimento atual.
João Batista meditava e pregava no deserto porque era ali que vivia, isolado, como eremita, alimentando seus neurônios com os conhecimentos milenares da tradição essênia de origem egípcia, pregando que o “espírito santo” é o ego eterno que desce do céu para se ligar ao ego transitório que está no cérebro do homem, quando este nasce e toma consciência dessa ligação.
A morte de João Batista transferiu sua missão para Jesus, que voltava da Índia e levava para os judeus o conhecimento da ressurreição após a morte do corpo de todos os homens – não apenas a sua – sendo forçado a comunicar por meio de parábolas, isto é, estórias inventadas para ilustrar os ensinamentos, porque foi o modo que encontrou de “dar pérolas aos porcos”. Pulverizando-as.
Tudo isso já é aceito pelo meio intelectual em todo o mundo e vem sendo tema de estudo e análise, por Adinoel, desde 1957, quando se filiou a uma importante ordem mística originada no Antigo Egito, filiação essa suspensa quando atingiu o ponto até onde podia desenvolver-se dentro da organização (intelectualmente), sem perder sua independência de pensar e falar.
Com tal independência e ousadia, Adinoel tem pesquisado teórica e praticamente, no sentido de encontrar o significado real do “Reino de Deus”, alimentando seus neurônios com tudo o que tem podido colher, de dados, nas mais diversas fontes, sem sectarismo, partidarismo ou qualquer outra segmentação ideológica.
No dia 23 de Setembro de 2004, ele partiu da Sé do Porto, em direção a Santiago de Compostela, caminhando sozinho nas montanhas e florestas (clique aqui para saber mais), onde, finalmente, revelou-se clara e completamente todo o processamento realizado ao longo dessas décadas no seu cérebro. Para conhecer o teor dessa revelação, clique aqui.
