CAMINHO DE SANTIAGO

ROTEIRO  |  HISTÓRIA

ROTEIRO REALIZADO
DESCRIÇÃO E FOTOS

Adinoel saiu da Catedral do Porto (foto 1) às 8:30 horas do dia 23 de setembro de 2004, seguindo as setas amarelas (foto 2) – colocadas  em postes, muros e árvores – para sair da cidade, assim como por todo o roteiro, até Santiago de Compostela. Nesse primeiro dia, acompanhado por Vera, sua mulher, que se submetera a uma cirurgia de rim três semanas antes, mostrando-se cansada, interrompeu a caminhada na Igreja Paroquial da Maia. À noite, ambos dormiram em Árvore, Vila do Conde, em casa da prima Ana Maria. No dia seguinte, Adinoel, sozinho, reiniciou sua rota na Igreja Paroquial da Maia e andou apenas até o velho caminho “inter Fajozes et Vayram”, pernoitando mais uma vez em Árvore e continuando daí, no dia 25, com Vera, então aparentemente restabelecida, em direção a Vilarinho, atravessando em seguida o rio Ave pela ponte medieval (foto 3), indo, ambos, até a igreja românica de São Pedro de Rates, onde Vera chegou, além de cansada, resfriada, desistindo de fazer o caminho. Ambos dormiram em Árvore. No dia 26, conduzido pelo seu primo Carlos Manuel em seu carro, Adinoel chegou a S. Pedro de Rates (foto 4), para continuar sozinho no Caminho de Santiago, fazendo naquele dia a etapa planejada, até Barcelos. Parou no meio da manhã para tirar o casaco (foto 5) e por volta do meio-dia, para comer frutas, chegando a Barcelos no fim da tarde. Dormiu no Residencial Abrantes (em Portugal, só havia um albergue, nesse Caminho, recém-inaugurado, em Rates). De Barcelos a Ponte de Lima, no dia seguinte, viu capelas (foto 6), carro de boi (foto 7), cruzeiros (foto 8), ramadas com cachos de uva (foto 9) campos e bouças (foto 10), elementos que encontraria também adiante, trilhando pelas florestas (foto 11) e sendo saudado por lavradores que lhe ofereceram vinho (foto 12) em plena vindima, um pouco antes (foto 13) de Ponte de Lima, onde chegou, entrando pela Avenida dos Plátanos (foto 14) à margem do Rio Lima. Dormida no Residencial São João. Estas fotos representam o cenário de todo o caminho, até Santiago de Compostela, não havendo por que repetir tais elementos visuais, de modo que se pode considerar dezenas de capelas, cruzeiros, pontes, campos, bouças, subidas de montanha, trilhas encharcadas ou secas, ramadas de parreiras, em todo o percurso. Na manhã do dia 28, Adinoel prosseguiu até o rio Labruja, que atravessou com grande dificuldade e risco de vida, passando por estreita prancha metálica (foto 15) muito acima do leito de pedras, em direção a alto barranco de difícil ultrapassagem. Era o início de uma subida que duraria muitas horas e que tem um trecho final muito difícil (foto 16), no topo do qual se encontra a Cruz dos Mortos (foto 17), plantada em homenagem aos que não resistiram. Andando sozinho, Adinoel não podia fotografar-se, mas colocou seu casaco, seu chapéu com a vieira e seu cajado, no chão, para fazer esta fotografia. Dormiu no Residencial Pousada do Peregrino, em Rubiães. Dia 29, passou pela ponte do Piorado (foto 18), em direção a Valença, atravessando o rio Minho pela ponte internacional (foto 19), chegando a Tuy, na Galícia. Dormira, até então, em pensões (residenciais). A partir de Tuy, encontrou albergues excelentes, quase completamente vazios. No de Tuy, havia apenas outro peregrino: o australiano e também português Roberto Carlos Sousa. Dia seguinte, atravessou o regato de Peneda pela chamada “ponte das febres”, por ter ali contraído, São Telmo, a febre que o mataria, em abril de 1251, fazendo, já então, o Caminho de Santiago. Há, no local, uma cruz e uma placa alusiva ao fato (foto 20). Dormida no albergue de Porriño, com o luso-australiano e mais dois peregrinos, escoteiros portugueses, Sara e Luís. No dia 01 de outubro, mais uma ponte (foto 21), mais um marco (foto 22) ao fim da subida da serra de Santiago da Anta. Roberto Carlos andava bem à frente, seguido por Adinoel, que, assim, já tinha quem o fotografasse. Dormindo no albergue de Redondela, no dia seguinte, chegaram juntos à histórica ponte (foto 23) sobre o rio Verdugo – Pontesampaio – cenário de batalha em 1809. Mais antiga é a Ponte Nova, nova na madeira, sobre a pedra medieval (foto 24). Subindo mais um monte, o da Canicouva, voltaria à trilha em plena floresta (foto 25), já perto de Pontevedra, onde se destaca a igreja da Virgem Peregrina (foto 26) e onde há também um ótimo albergue, onde Adinoel comprou uma grande vieira para pendurar no peito. No dia 3, o trecho de Pontevedra para Caldas de Reis sobe até San Mauro de Portela e desce para vales muito bonitos (foto 27), com trilhas e pontes que estimulam a pensar. Dormida no albergue de Caldas de Reis, residência de um padre. No dia 4, Adinoel e Roberto Carlos, que andavam separadamente, combinaram fazer juntos o trecho de 30 quilômetros, até Teo, saindo de Caldas de Reis ainda na escuridão da floresta (às 7 horas ainda era noite), vendo apenas o caminho branco e brilhante (provavelmente, a mica refletindo a luz da Lua) que teria sido considerado como um “campo de estrelas” – Compostela – onde pisar. Fotografou a alvorada hora e meia depois (foto 28), pouco depois da paróquia de Santa Marina de Carracedo. Passando por Pontecesures (foto 29), romana, sobre o rio Ulla, chegavam a Padrón, onde visitaram a Igreja do Apóstolo, ou Igreja de Santiago, sob cujo altar-mór encontra-se o “Pedrón” (foto 30), a pedra na qual – se diz – teria atracado o barco com os restos mortais do Apóstolo, vindos da Palestina. A chegada ao albergue de Teo, com chuva, às 4 horas da tarde, anunciava que os dez quilômetros finais, no dia seguinte também seriam feitos sob a chuva. E foram assim (foto 31) até Santiago de Compostela. Adinoel teve a primeira visão da torre da Catedral (foto 32) às 11:15 horas. Foi à Praça do Obradoiro, disse “cheguei” e fez à volta à igreja (a Porta Santa estava aberta mas havia uma fila tão grande que era ela ou a missa do Peregrino). Optou pela Missa do Peregrino (foto 33), ao meio-dia. Depois da missa, pegou no bolso os comprovantes de passagem pelas igrejas do caminho e os trocou no escritório da catedral, pelo documento (Compostelana) da sua peregrinação. Encontrou-se com parentes portugueses, que o foram buscar (foto 34): os primos Albina, Fernando com Renato no braço e João, Tia Laura, Carlos Manuel e Eduarda, assim como Vera, a esposa, que deixara em São Pedro de Rates. Terminado o almoço, a despedida de Roberto Carlos Souza. Os dois peregrinos tinham entrado juntos na Praça do Obradoiro (foto 35) e na Catedral. Feita a viagem de volta, naquela noite de 5 de Outubro de 2004, já em Árvore, Vila do Conde, na casa da prima Ana Maria, esta ofereceu um jantar ao peregrino, com a Cruz de Santiago no bolo de sobremesa (foto 36, Ana Maria ao centro). Fim do roteiro (ida e volta). Após o caminho realizado, muito importantes foram as visitas feitas a diversos sítios históricos castrejos, em São Lourenço, Terroso e Bagunte, proporcionados pela prima Lucília Ramos (foto 37), nos quais se evidencia a presença romana em toda aquela área que se alarga entre os rios Douro e Minho, como ao norte deste, por onde andou o apóstolo e por onde trilhou Adinoel.

HISTÓRIA

RESUMO E TÓPICOS

Este projeto teve por objetivo percorrer o Caminho de Santiago que mais se aproximasse da viagem feita pelo Apóstolo Tiago (Yaacob), desde Jerusalém até o “Finis Terrae”. Um roteiro feito por ele, em vida, logo depois da crucifixão de Jesus, em barco, pelo mar mediterrâneo e pelo “mar oceano” para o Norte, até o Porto Calle romano – hoje Cidade do Porto, Portugal – daí caminhando para o norte até Iria Flavia e daí para o leste, descendo o rio Ebro até o mar mediterrâneo, assim voltando para a Palestina entre os anos 42 e 44. Chegando a Jerusalém, foi preso e depois, o rei Herodes mandou decapitá-lo. Diz-se que dois discípulos que o teriam acompanhado – Teodoro e Atanásio – regressaram ao Finnis Terrae e levaram seus restos mortais para o lugar em que o Apóstolo tinha pregado, ali os sepultando. Acredita-se que a viagem foi feita por terra, desde Jerusalém até Jope (Jafa) e daí, por mar até a costa atlântica romana da Hispania (hoje portuguesa e espanhola), seguindo-se daí para a área onde se descobriu o túmulo, logo chamada de Compostela, em princípios do século IX pelo bispo Teodomiro, de Iria Flávia, uma cidade próxima, fundada pelos romanos. O roteiro original feito pelo próprio Apóstolo, em vida e depois, pelos seus restos mortais, portanto, é o que sobe do Padrón – onde os discípulos chegaram de barco – para Compostela. O natural seria que o trecho feito por barco, na costa atlântica, passasse a ser percorrido por terra, mas então, as terras ao sul estavam ocupadas pelos árabes, muçulmanos, de modo que somente as ao norte estavam em poder dos cristãos. Por isso, a primeira peregrinação a Compostela, que se tem notícia, é a do bispo Godescalc, de Puy, no ano 951. Também por isso, as peregrinações nos séculos X e XI ocorriam apenas nas regiões da Galícia e de Astúrias, inclusive com os peregrinos oriundos da França, principalmente da Borgonha (Cluny, Citeaux/Cister, Clairveaux e Puy). Com as lutas da Reconquista Cristã, empurrando os mouros para o sul, principalmente a partir da fundação de Portugal e a instituição do Ano Santo Campostelano em 1179, cresceram as peregrinações a Compostela, estabelecendo-se o chamado Caminho Português, desde a Cidade do Porto, à margem do rio Douro, para onde convergiam os peregrinos do Sul. O Caminho Português é o que reproduz mais fielmente a rota feita pelo Apóstolo, passando pelo Padrón, antes de chegar a Compostela. Quem percorre o Caminho Francês vai ao Padrón, depois de chegar a Compostela. Assim, o Caminho Português é o caminho natural de quem está ao Sul e a Oeste da Europa, para a peregrinação à Santiago de Compostela. Para os brasileiros, não tem o menor sentido ir à França e voltar para Compostela. O sucesso da peregrinação não depende dos quilômetros andados, mas do que se tem na mente, durante a caminhada. Este projeto pretende mostrar isso.

O APÓSTOLO
TIAGO

Seu nome era Iago ou Jacob, do hebraico Yaacob, uma abreviação de Jacobel (Deus proteja). O nome Tiago, na realidade, é apenas resultante de Santo Iago ou Sant’Iago, que gerou a corruptela Santiago ou San Tiago, daí ficando Tiago. Como haviam dois apóstolos de Cristo chamados Iago (Tiago), ficou convencionado chamar Tiago Maior ao filho de Zebedeu e Salomé e irmão do apóstolo João, assim como chamar de Tiago Menor ao filho de Alfeu (ou Cleófas) e Maria, esta parenta-irmã de Maria, mãe de Jesus. O Tiago que nos interessa é o primeiro. Ele, João (seu irmão) e Simão foram os discípulos mais próximos de Jesus. Por algum motivo, Jesus chamava os dois irmãos de Boanerges (filhos do trovão), enquanto Simão recebeu dele, o nome Pedro (palavra grega, traduzida do latim Petronius e do aramaico Cefas, significando “Pedra”).

A MISSÃO DE
TIAGO

Todos os apóstolos eram missionários. A palavra grega apóstolos significa “emissário” ou “enviado” em missão (daí missionário). A missão era uma só: levar ao mundo politeísta a notícia do Reino de Deus, isto é, a de que só há um deus universal, JHVH (Javé ou Jeová). A Tiago, o Boanerges, teria cabido ir até o “Finis Terrae”, para divulgar a doutrina monoteísta e motivar os que lá vivessem a expandi-la além mar. Não há prova científica do cumprimento dessa missão, mas se tem como certa essa viagem, feita logo após a crucifixão de Jesus, com retorno à Palestina nos anos 42 a 44.

A MORTE DE TIAGO

No ano 44, o rei Herodes Agripa I prendeu Tiago em Jerusalém e o condenou à morte por decapitação.

 O CORPO DE TIAGO

Conta-se que os discípulos Teodoro e Atanásio teriam levado os restos mortais de Tiago, numa viagem por terra, de Jerusalém até Jope (Jafa ou Iafo, em hebráico), cidade marítima, atual porto israelense, no sudoeste de Tel-Aviv, no Mediterrâneo; partindo dali num barco, atravessando o Mediterrâneo e chegando a Gibraltar, daí derivando para o Norte, acompanhando a costa atlântica (hoje portuguesa) até a ria de Arousa, no “Finis Terrae” (hoje Galícia, na Espanha). Essa era a rota marítima realizada no século I pelos barcos que levavam estanho da Inglaterra para as províncias romanas na Espanha, em Portugal, no sul da Europa Mediterrânea e na própria Palestina (o estanho é necessário para fazer o bronze). O barco que, na volta, levava o corpo de Tiago teria atracado numa pedra grande, um “pedrón”, na ria de Arousa, dando-se à vila que surgiu no local o nome de Padrón. Daí, outro trecho por terra teria sido percorrido para transportar os restos do apóstolo até o local onde quase um milênio depois se encontraria o seu túmulo. A mesma viagem já teria sido feita pelo Apóstolo, ainda em vida, para pregar ali a palavra de Jesus, sobre o Reino de Deus, subindo para o Norte por estradas romanas e também para os lados leste e oeste destas, até onde houvesse povoação humana.

Antes de chamar-se Compostela, o lugar teve outros nomes

 A TUMBA DE TIAGO

Descoberta pelo bispo Teodomiro, da cidade de Iria Flávia, fundada pelos romanos, ali, próxima, no início do século IX, quando era rei D. Afonso II, a tumba do Apóstolo Iago foi escavada provavelmente no local em que pregou a palavra de Jesus. Ele próprio teria falado aos seus discípulos, na Palestina, sobre onde estivera e talvez os tenha instruído a levar para lá os seus restos mortais. Essa viagem não era uma ação extraordinária, bastando pagar para fazê-la, num barco de carreira – nada de especial. Antes de chamar-se Compostela, o lugar teve outros nomes, como Libredón. Há divergências quanto ao significado de Compostela. Para uns, “campo de estrelas”; para outros, “sepultura”; ainda para outros, “terra bem tratada”. Num texto do século IX, se lê, que ali, “os ossos deste santíssimo santo, trasladados até a Espanha, foram depositados no seu extremo, isto é, frente ao mar Britânico, ali recebendo seu culto”. Consta que em 1588, em face à possibilidade de um ataque inglês, o Arcebispo São Clemente escondeu os ossos, que só foram redescobertos em 1884, caindo as peregrinações a quase zero, até então. Com o reaparecimento dos ossos, no século XIX, as caminhadas retornaram com entusiasmo religioso, principalmente pelos roteiros do Norte. O fenômeno religioso de Fátima, em Portugal, dividiu, então, a adoração dos portugueses, mas ao fim do século XX, pelo menos quatro caminhos em Portugal voltavam a ser feitos pelos peregrinos a Santiago de Compostela.

A IGREJA DE TIAGO

Com a descoberta da tumba do Apóstolo, no século IX, D. Afonso II mandou construir uma pequena basílica para abrigá-la, surgindo, em volta dela, uma cidade. A basílica ficou pequena para o fluxo de pessoas e teve de ser substituída no final dos séculos IX e XI. Em 1075, Afonso IV terminava e o bispo Diego Peláez consagrava a primeira catedral. O Papa Calixto II instituiu 1119, Ano Santo para peregrinação a Santiago e em 1179, o Papa Alexandre III determinou haver um “Ano Santo” sempre que o dia da festa de Santiago – 25 de Julho – caísse num domingo, igualando Compostela a Roma e a Jerusalém, em importância espiritual. No século XVIII, a catedral ganhou sua forma definitiva, com a magnífica fachada do Obradouro. São quatro as suas fachadas, cada uma voltada para uma praça. Além de “El Obradoiro”, estão lá as de Azabacheria, Quintana e Platerias. Grandes mestres contribuíram com arquitetura românica, gótica e barroca. A maior obra de arte, sem dúvida, está por trás da fachada do Obradouro: o Portal da Glória, chamado de “Bíblia em Pedra”, do grande mestre Mateo.

CONCLUSÃO

O peregrino que salta em Paris ou vem do norte da França, para percorrer o chamado “Caminho de Santiago”, com cerca de 800 quilômetros, não faz a rota dos restos mortais do apóstolo Tiago, que saíram da Palestina em barco, pelo Mediterrâneo, contornando a costa da Hispania (hoje litoral de Portugal) até a romana Iria Flávia, hoje Padrón (o apóstolo teria estado ali em vida) na Galícia, ao Sul de Santiago de Compostela. Assim, qualquer dos chamados “caminhos portugueses” – são cinco – além de serem mais curtos (a partir de 200 quilômetros), são religiosa e misticamente mais importantes, a começar por esse fato de que o caminho que sai da França não passa pelo Padrão – local onde os restos do apóstolo Tiago teriam sido desembarcados, na Galícia, em sua viagem de Jerusalém até a Finis Terrae romana (Fisterra, hoje). A importância religiosa e mística, de fazer o Caminho de Santiago, num momento como este, em que se anuncia a volta de Jesus, de Buda e de outros avatares, na figura de Maitreya (os budistas estão construindo um monumento cultural com a sua estátua de 150 metros de altura, na Índia) se manifesta vantajosa economicamente, por ser muito mais barato para brasileiros, por exemplo, ir a Compostela, do que a Roma ou a Jerusalém, locais onde estiveram em ação ou em missão alguns apóstolos de Jesus. Por outro lado, há também um forte apelo cultural em favor do caminho português, principalmente porque os cerca de 210 quilômetros entre o Porto e Compostela são realizados em região bela, habitada, cheia de igrejas, capelas e lugares com imagens e símbolos de São Tiago, atravessando ambientes bucólicos e históricos, permitindo uma travessia mais amena, com muitas paradas e pequenas etapas diárias de caminhada, comunicando-se em língua portuguesa ou galega, similar à nossa, que dela se originou.

Ao fim do século XX, Adinoel já anunciava:
Vamos realizar o Caminho de Santiago, da Cidade do Porto, em Portugal, até Santiago de Compostela, andando pouco menos de 300 quilômetros, em cerca de duas semanas. A caminhada está prevista para setembro de 2004. Mais que uma aventura, uma prova atlética ou uma realização religiosa, será uma experiência mística, em busca de uma revelação, com a qual será concluída a trilogia Nortada – um conjunto de três livros, num único volume ou em três (ainda não está decidido) – uma obra literária de minha autoria, que começou a ser escrita em 1997, mas está baseada em pesquisas de campo, no Exterior, desde 1990 (Alemanha, Portugal e França) e em estudos realizados nas últimas cinco décadas.

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