MANIFESTO DA VERDADE
01

Adinoel Motta Maia (*)

 

Einstein e Hawking não conseguiram fechar uma teoria unificadora do universo. Em 2007, chegamos a ela e em 2016 a completamos – publicando artigos na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – utilizando a matemática básica apenas na confirmação do indispensável raciocínio lógico, aplicado à consciência, sem a qual o Universo é visto apenas incompleto, na sua metade física. Além da FÍSICA, de Isaac Newton (campo das velocidades menores ou igual à da luz), estamos propondo a PSÍQUICA (campo das velocidades superiores à da luz), onde é indispensável o raciocínio lógico, matemático, abstrato, praticado por intelectuais, portanto disponível a todos estes. SÓ O PENSAMENTO ABSTRATO LEVA À ATUALIDADE, SEM A QUAL NÃO SE COMPREENDE A REALIDADE. Os físicos nada querem com a atualidade, no OUTRO campo, o da PSÍQUICA, onde se pode trabalhar com a velocidade infinita e sem o qual, não se unifica o Universo.

 

DISCURSO DO PONTO

Adinoel Motta Maia (*)

 

Toda a humanidade foi condicionada a acreditar em um Deus – ou muitos deuses – que pensaria(m) e agiria(m) como uma ou mais pessoas, capaz(es) de cuidar de cada indivíduo ou matá-lo, como nós o fazemos com outros animais, selvagens ou domésticos. Já foram feitas muitas estátuas e retratos dele(s)…. para ele(s)…

Tal Deus ou tais deuses – como costuma(m) ser utilizado(s) para impor apenas crenças e ideias a serviço dos homens –  não existe(m). Deve existir, no entanto, outro Deus. Os povos ignorantes tendem a explicar as forças e as doações da Natureza como intervenção de um ou mais deuses em suas vidas em conjunto ou individuais. A consciência neural – no cérebro de cada ser humano – evoluindo, tem atribuido historicamente características peculiares a deuses particulares e espíritos adjuntos. Uma outra consciência, dita  cósmica, é cultivada como um mistério a ser desvendado com a morte, pela religião, mas há segmentos místicos ou pre-científicos que penetram em esfera do raciocínio lógico, buscando leis naturais  para causas e efeitos, assim propondo que DEUS é o criador da NATUREZA, uma entidade psíquica não apenas na Terra, mas em todo o Universo.

Todas as explicações vigentes têm base pouco ou nada racional, nesse campo do conhecimento, salvo se DEUS for o NOME DA CONSCIÊNCIA DO UNIVERSO, isto é, da consciência da posição de todos os pontos do espaço universal, tão próximos, uns dos outros, que, se fossem mais próximos, só existiria um ponto; separados por uma distância tão pequena que, se fosse menor, também não existiria. NADA MAIS EXISTIRIA, SEM ESSA CONSCIÊNCIA INFINITA, porque ela formaria ou estaria em tudo o que existe. Assim como cada um de nós tem uma consciência neural, que nos permite saber da nossa própria existência, o Universo teria uma consciência cósmica, sem a qual ele não saberia de sua existência, a de Deus. Só isto! Originalmente, essa consciência seria apenas da posição de cada um dos infinitos pontos que formam o espaço infinito e que jamais foram criados, mas sempre existiram, porque não há espaço sem os seus pontos, tão próximos que, se fossem mais próximos, seriam um só.

Como provar isto, científicamente? Vamos tentar… a partir do que é a entidade primária, no Universo, sem dimensão, conhecida apenas por sua posição: esse ponto. Para isso, apresentamos a seguir o seu discurso.

A verdade, única e absoluta, é que todos os homens são animais, porque se movimentam, mas apenas os  que pensam –  os intelectuais – são obrigados por si próprios a aceitar que o ponto, qualquer ponto fixo –  em posição definida – é apenas a consciência dessa posição imutável e eterna. Se não existisse tal consciência no ponto – cada um de todos os pontos do espaço – não seria possivel haver o espaço. Não estamos falando do “ponto” como essa figura que colocamos depois das palavras ou sobre a letra i, pois este “ponto”, na realidade, é um círculo de raio muito pequeno, menor ou igual a um milímetro. Sejamos precisos, neste discurso científico. Um ponto, por definição, não tem qualquer dimensão. Só posição. Não existe. Apenas está… mas, para estar, precisa ter ou ser a consciência da sua posição, eterna, imóvel, pois, em outra posição, seria outro ponto.

A duração dessa consciência tem um nome: tempo. O tempo é só e exatamente isto: a duração da consciência. Os físicos fogem dessa definição como “o diabo foge da cruz”, mas ela é a única que ajuda a explicar e unificar o Universo. Pedimos, agora, um pouco mais de atenção, porque entraremos num terreno ainda muito desconhecido pela grande maioria dos homens. A duração dessa consciência, assim, é eterna, infinita, contínua, pois, se faltasse num momento qualquer, numa posição, o ponto poderia ser aí, nesse momento, considerado como INEXISTENTE, mas essa ausência seria marcada pela CONSCIÊNCIA de tal INEXISTÊNCIA em tal posição, o que manteria a posição do ponto como CONSCIENTE DISSO, demonstrando ser a “inexistência” da consciência em uma posição, também a consciência DA SUA AUSÊNCIA nessa posição. O QUE IMPORTA NÃO É O PONTO, SE EXISTE OU NÃO, MAS A CONSCIÊNCIA DA SUA POSIÇÃO. Analogamente, uma quantidade de buracos preenchidos com bolas é sempre a mesma, havendo bola ou não em qualquer deles.

É esta, portanto, a demonstração lógica, o raciocínio lógico que nos leva a afirmar ser, o Universo, o espaço cósmico infinito determinado por pontos separados por infinitésimos – menor distância possível, que seria nula se fosse menor –  em três direções ortogonais, entre pontos fixos determinados pela consciência individual de suas respectivas posições, não podendo essa posição deixar de existir, pois sua própria inexistência nessa posição a definiria. Assim, o ponto É um quantum admensional de consciência que ESTÁ numa posição fixa no espaço, com duração contínua e eterna, portanto infinita, devidamente individualizado pela distância infinitesimal marcada entre ele e os seus vizinhos, segundo as três direções ortogonais que compõem o espaço infinito e eterno. A consciência de SER um ponto e de ESTAR numa posição – e não em outra qualquer, num determinado instante – é livre, no entanto, podendo se projetar para outra posição, no mesmo ou em outro instante, assim determinando um movimento de consciência entre duas posições simultâneas (velocidade infinita) ou sucessivas (velocidade finita).

Assim, podemos admitir que a CONSCIÊNCIA é o objeto que pode ESTAR fixo ou móvel, ocupando posições sempre fixas no espaço referencial infinito e eterno, de modo que ESTAR é a consciência de SER, de existir, em uma posição, um lugar, no espaço infinito e eterno. Donde se conclui:

  • SER É TER A CONSCIÊNCIA DE EXISTIR.
  • ESTAR É TER A CONSCIÊNCIA DE SUA POSIÇÃO.

Existem povos que usam uma só palavra para SER e ESTAR. Eles entendem que não se pode SER…  sem ESTAR em alguma posição, seja esta qual for. Na língua inglesa, por exemplo (verbo TO BE), ao se dizer I am, já se pensa e diz eu sou e estou, simultâneamente. Nos povos que falam outros idiomas – sem ter esse senso – há uma postura básica no raciocínio lógico que os leva a compreender que não basta SER para ESTAR, mas, por outro lado, os que têm esse senso apenas estão dizendo que SÓ HÁ A CONSCIÊNCIA DE ESTAR, SE HÁ A DE SER, ou melhor: se o ser tem a consciência de sua posição no espaço, é evidente que esse ser existe. Nesse discurso, a evidência está na importância da consciência da posição do ser e não apenas na sua existência, sem posição alguma. Em outras palavras, para dar o primeiro passo na compreensão do UNIVERSO – espaço único, infinito e eterno – o pesquisador precisa considerar essa consciência da posição de cada um dos seus pontos como fundamental, compreendendo que a consciência não apenas esteja ou se posicione em um ponto, mas possa mudar-se para outro ponto, vizinho ou não, SEM QUE CADA PONTO MUDE DE POSIÇÃO, pois, em verdade, todas as posições já estão ocupadas por pontos, tão próximos, uns dos outros, que, se fossem mais próximos, seriam um só.

  • CADA PONTO DO UNIVERSO TEM POSIÇÃO FIXA.
  • A CONSCIÊNCIA DESSA POSIÇÃO É MÓVEL.

O conjunto de todos os pontos fixos do espaço infinito – UNIVERSO – é o campo de um ponto, cuja consciência está em todas as posições ao mesmo tempo, por ter velocidade infinita.

E =VT  *  V= INFINITA     E = INFINITO


Adinoel Motta Maia, nascido em 1937, na cidade do Salvador, Bahia, Brasil, é engenheiro civil, professor aposentado da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde fundou as disciplinas Aeroportos, Fundamentos de Astronomia e Astronáutica e Evolução dos Transportes, além da Associação de Astrônomos Amadores da Bahia. É autor dos livros Humanidade – Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos/SP), Morte na Politécnica (Editora da Universidade Federal da Bahia), A Era Ford (Casa da Qualidade), O Alienígena Telúrico (Editora do Brasil na Bahia), Yacht Clube da Bahia (2 volumes: 60 e 75 anos), A Cruz dos Mares do Mundo(Morte no Museu de Arte Sacra), A Noite dos Livros do Mundo (Morte na Feira de Frankfurt), A Trilha dos Santos do Mundo (Morte no Caminho de Santiago), estes pelo Selo AMME. Entre os anos 1959 e 1997, foi jornalista, escrevendo para o Jornal da Bahia, A TARDE e Tribuna da Bahia. Desde 1957, trabalhou na sua Teoria Unificada do Universo, para a qual  teve de criar uma nova ciência, a PSÍQUICA, que trata da consciência – em velocidades superiores à da luz – como a FÍSICA cuida da energia e da matéria, até a velocidade da luz. Deus e/ou  a Natureza Cósmica teria(m) falhado se tivessem criado um Universo capenga, apenas com uma das suas necessárias pernas. As duas teorias que publicou na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (em 2007 e 2016), lançando essa teoria, também estão no seu site: www.adinoel.mottamaia.nom.br.

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