MANIFESTO DA VERDADE
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Einstein e Hawking não conseguiram fechar uma teoria unificadora do universo. Em 2007, chegamos a ela e em 2016 a completamos – publicando artigos na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – utilizando a matemática básica apenas na confirmação do indispensável raciocínio lógico, aplicado à consciência, sem a qual o Universo é visto apenas incompleto, na sua metade física. Além da FÍSICA, de Isaac Newton (campo das velocidades menores ou igual à da luz), estamos propondo a PSÍQUICA (campo das velocidades superiores à da luz), onde é indispensável o raciocínio lógico, matemático, abstrato, praticado por intelectuais, portanto disponível a todos estes. SÓ O PENSAMENTO ABSTRATO LEVA À ATUALIDADE, SEM A QUAL NÃO SE COMPREENDE A REALIDADE. Os físicos nada querem com a atualidade, no OUTRO campo, o da PSÍQUICA, onde se pode trabalhar com a velocidade infinita e sem o qual, não se unifica o Universo.                                                                                                            

 

DISCURSO DA CONSCIÊNCIA

Adinoel Motta Maia (*)

Poderíamos dar o título deste discurso ao texto do discurso anterior, tal a predominância da consciência na atualidade do ponto. Assim, somos obrigados a aceitar esse ponto como a mais simples das criaturas da consciência, também na realidade da Física, onde o chamado continuo espaço-tempo é uma mera composição geométrica, no tempo, com “pontos de universo” (cada um com três coordenadas espaciais e uma temporal), tornando-se obrigatório dar-lhe um caráter psíquico, com a consciência dessa sua posição, como já vimos naquele referido texto. Verdadeiramente, sem tal consciência, ele nada é, quer no espaço, quer no tempo. É justamente essa consciência que lhe dará duração e extensão, respectivamente tempo e espaço. Em outras palavras, é a consciência quem comanda todos os processos estruturantes e evolutivos, no corpo universal. Depois de a vermos na estrutura dos pontos, em sua expressão mais simples, a guisa de apresentação, a trazemos na sua natureza em evolução.

Sabemos, todos, que não há duração e extensão sem haver existência (ser e estar). Assim, se NADA existisse, jamais teríamos obrigatoriamente de aceitar uma consciência desse NADA.  Para existir posições nesse NADA, deve haver a consciência dessas posições. A inexistência da consciência do NADA significa necessariamente a inexistência do NADA. Mantendo-se na evidência, portanto, temos de admitir que esse conceito de não existência – o NADA – não pode existir e de fato não existe, sem que haja uma consciência disso.

Essa palavra, empregada para designar o espaço vazio original, deriva do latim tardio res nata (1) significando ‘coisa nascida’ ou ‘alguma coisa’, sendo posteriormente corrompida, perdendo o res e acrescentando-se nulla, passando a ser nulla nata  e significar “não nascida”, com a ideia de impor ao espaço universal um conceito de total inexistência, para que nele tudo fosse criado… por Deus.  Em verdade, assim vos digo, que a palavra NADA (derivada do latim nata), como a empregamos hoje para determinar o início do Universo, significa alguma coisa que nasceu por si mesma, apenas de si mesma, sendo, portanto, a própria CONSCIÊNCIA, que, como já vimos, está no ponto… em cada um de todos os pontos…

Sejamos pacientes. O res nata latino queria dizer “a coisa que nasceu” ou “a coisa que surgiu” porque não existia e o fez por conta própria, não sendo criada ou colocada por qualquer processo ou quem quer que fosse. “Alguma coisa” a surgir onde nada existia significa geração expontânea. Não podemos falar de geração expontânea para mostrar como nascem as plantas ou as minhocas, mas um simples pensamento, como os do tipo “sou pequeno” ou “vou andar”, no entanto, pode ser gerado em nosso cérebro, expontaneamente. Do mesmo modo, fora do cérebro… onde haja consciência.

Geração expontânea é, portanto, um trabalho do pensamento, da consciência…

Onde? Como? Quando? Aí sim, em nulla nata, no que ainda não nasceu, isto é, na inexistência. Na consciência da inexistência, havia o NADA. Nada mais, nem menos, que posições, apenas posições sucessivas, nas três direções ortogonais de um sistema de coordenadas geométricas, matemáticas… que se prolonga infinitamente nessas três direções ortogonais, em sucessivas posições.

Posições? Que posições? Pontos! PONTOS! P O N T O S…!

Um ao lado do outro, acima do outro, formando um cubo infinito e tão próximos que, se fossem mais próximos, seriam um só. Nada mais que a consciência puntual da existência. Cada ponto consciente, pensando “estou aqui sempre”. Cada ponto consciente de sua posição fixa, eterna, nada além de sua posição e de sua consciência de estar ali, imóvel, eternamente ali, com um papel – sua missão – de ser apenas uma referência, um elemento referencial, formador de um conjunto PSÍQUICO, gerando consciência como entidade definidora de cada ponto, por ser determinante de sua posição fixa, no ESPAÇO infinito, assim surgindo a consciência desse ESPAÇO… vazio!

Como veremos nos demais discursos, será a consciência dessa posição em relação a todos os outros pontos, igualmente conscientes de sua posição, que formará todas as estruturas de complexidade crescente, no UNIVERSO, assim, antes de tudo, geométrico, matemático, lógico.

Um só pensamento: existo. A consciência da existência em cada posição, mas também no conjunto delas. Contínua? Não. Intermitente: porque, os pontos são separados em extensão e em duração por intervalos infinitesimais. Se não o fossem, não seriam pontos. Dois conjuntos independentes, em extensão (espaço) e em duração (tempo), que podem se relacionar, conforme veremos nos discursos seguintes.


(1) Dicionários do Aurélio Buarque de Holanda e do Cândido de Figueiredo.

Adinoel Motta Maia, nascido em 1937, na cidade do Salvador, Bahia, Brasil, é engenheiro civil, professor aposentado da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde fundou as disciplinas Aeroportos, Fundamentos de Astronomia e Astronáutica e Evolução dos Transportes, além da Associação de Astrônomos Amadores da Bahia. É autor dos livros Humanidade – Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos/SP), Morte na Politécnica (Editora da Universidade Federal da Bahia), A Era Ford (Casa da Qualidade), O Alienígena Telúrico (Editora do Brasil na Bahia), Yacht Clube da Bahia (2 volumes: 60 e 75 anos), A Cruz dos Mares do Mundo(Morte no Museu de Arte Sacra), A Noite dos Livros do Mundo (Morte na Feira de Frankfurt), A Trilha dos Santos do Mundo (Morte no Caminho de Santiago), estes pelo Selo AMME. Entre os anos 1959 e 1997, foi jornalista, escrevendo para o Jornal da Bahia (onde começou como repórter e chegou a ser editor), A TARDE (fazendo página dominical) e Tribuna da Bahia (crônica semanal). Desde 1957, trabalhou na sua Teoria Unificada do Universo, para a qual  teve de criar uma nova ciência, a PSÍQUICA, que trata da consciência – em velocidades superiores à da luz – como a FÍSICA cuida da energia e da matéria, até a velocidade da luz. Deus e/ou  a Natureza Cósmica teria(m) falhado se tivessem criado um Universo capenga, apenas com uma das suas necessárias pernas. As duas teorias que publicou na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (em 2007 e 2016), lançando essa teoria, também estão no seu site: www.adinoel.mottamaia.nom.br.

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03 – DISCURSO DO ESPAÇO