PROJETO BTS

 VI – 31 de outubro de 2017  VIII SEMANA DA BAÍA DE TODOS OS SANTOS

Não há atividade humana que prescinda do transporte. Das vias e terminais, cuidam os engenheiros civís. Dos veículos, também engenheiros, os mecânicos e eletrônicos, assim como os químicos, mas sobretudo os economistas e os administradores de empresas públicas e privadas. Um simples olhar, a qualquer hora, para o mar e as margens da Baía de Todos os Santos, vai bater em alguns barcos e automóveis, de vários portes e funções. Já não há, nela, um aeródromo. Havia em Itaparica, ainda está lá a pista de pouso e o hangar, de quando o Aeroclube da Bahia foi transferido da praia de Armação em Salvador, para a beira da rodovia  BA-01. Só isso. Não há atividade aérea, salvo um pouso de emergência, se alguém se lembrar dele. Pouca gente sabe e quem sabe já se esqueceu, que o primeiro objeto feito pelo homem, que voou, no Ocidente da Terra, foi inventado por um jovem, ainda quase uma criança, no seminário jesuita de Belém, à margem do riacho Pitanga, afluente do rio Paraguaçu, que desagua na Baía de Todos os Santos, no início do século XVIII. O nome desse jovem? Bartholomeu Lourenço, um dos onze filhos do capitão da guarda da cidade de Santos, um português, naturalmente.

Levou o seu pequeno aeróstato para Lisboa e fez uma demonstração dentro do salão do palácio, para os principais membros da família real e um cardeal, representante do Papa, que, impressionado, fez um depoimento por escrito ainda hoje visto no Museu do Vaticano. Anos mais tarde, os irmãos Montgolfier, filhos de um fabricante de papel, conseguiram matéria prima que não se rompia e fizeram um maior, capaz de sustentar o primeiro homem da história a voar.

Alguém ficou com vontade de ir a Belém de Cachoeira, para visitar o museu que conta a vida desse jovem e mostra os seus trabalhos de engenharia não apenas aérea, mas também hidráulica? Pois não vá, porque nada existe na igreja, apesar do apoio que o pároco sempre deu a quem por lá aparece com a intenção de fazer alguma coisa. Somos testemunha e um dos envolvidos nas tentativas de se criar ali um memorial, juntamente com um colega, Prof. Artur Brandão, da Escola Politécnica, que fez um levantamento topográfico da área em que Bartholomeu criou um modo de elevação da água do riacho para o topo do seminário. Estamos sempre prometendo retomar os trabalhos, mas só pode ser nas horas vagas. Dos bilhões de reais que entram nos bolsos dos políticos, não se tira sequer um real para fazer cópias xerox a serem distribuidas nas escolas, narrando esse feito.

Este é só um exemplo, muito próximo de nós. A memória da BTS tem muita coisa desse tipo, que não gera dinheiro para o bolso de alguém. Este site traz o Projeto BTS com esta proposta. No Gabinete Português de Leitura, tínhamos o apoio da Diretoria e foram quinze anos de exposições, seminários e outros eventos, mas não se colheu resultados que mudassem alguma coisa. Nossa proposta, agora, é jogar tudo na Internet, com a esperança de que, assim como há as redes sociais, também hajam as redes culturais e científicas….

Adinoel

VOLTAR PARA SALA DE ESTAR
OU
IR PARA O ( VII PROJETO B.T.S )