TUDO É CONSCIÊNCIA
Depois da descoberta da expressão “o tempo é a duração da consciência” em um texto da Antiga e Mística Ordem Rosacruz, em 14 de agosto de 1957, começamos uma investigação intelectual que traria uma nova concepção do Universo a partir do que está muito claro para todos nós, humanos: quando dormimos, não estando a consciência neural ativa, não sentimos passar o tempo e ao contrário, quando estamos acordados, com essa consciência ativa, o percebemos a fluir e medimos continuamente a duração desse fluxo. Essa consciência, no entanto, assim disponível, tem origem e abrigo no cérebro e é restrita aos seres vivos que possuem esse órgão ou algum dispositivo neural primitivo, na base de sua evolução.
A pergunta imediata e necessária chega naturalmente:
Os minerais têm consciência?
Seguindo-se uma outra, mais importante:
O que é consciência?
Evidentemente, começamos com a certeza neural da própria existência animal, pelo menos com a percepção da nossa presença e da nossa posição num ambiente, em face a seus elementos e à reação física de cada objeto ao nosso simples toque ou – o que é mais difícil de perceber – a uma resposta desse ambiente a tal ação física, química, biológica ou psíquica, nele, avaliando, por exemplo, a sua dureza, o seu estado de repouso ou de movimento, a sua velocidade.
Esta, contudo, é a consciência neural, com sede e origem no cérebro ou em filamentos nervosos, por exemplo, nos insetos ou mesmo nos vegetais, aceitando-se assim, facilmente, uma consciência nos seres vivos, não só a da própria existência, mas também a do ambiente em que se situam e com o qual realizam trocas.
Essa consciência biológica, física, é o estudo da Psicologia.
A Psicologia, no Animal, está para a Psíquica, no Universo,
como
a Fisiologia, no Animal, está para a Física, no Universo.
Naturalmente, temos de ir adiante, no processo, mas retrocedendo do ser vivo para o ser mineral, em busca de consciência neste, se considerarmos que os minerais reagem ao ambiente, sofrendo ou promovendo erosão, por exemplo e atuando passiva ou ativamente em combinações químicas – consideradas as respectivas reações – realizando trocas que modificam a aparência e a estrutura desse ambiente, nos planetas; é evidente que não há pensamento, mas há consciência em todo esse processo. É o caso específico, por exemplo, da rocha dura, como o granito, que reage com o oxigênio do ar e da água, através do intemperismo, transformando-se em argila ou óxido de ferro, num sentido evolutivo mineral, se considerarmos que o solo, ao contrário da rocha dura, se relaciona com o vegetal e que o ácido ribonucleico, sem o qual não teria surgido a vida – ainda como exemplo – deriva de vesículas de ácidos graxos cuja criação pode ser acelerada na presença de argila, como catalizadora daquelas reações químicas que criaram o ARN.
Assim, as primeiras células vivas teriam surgido de ações e reações conscientes de partículas minerais, na composição de moléculas que se dividem e portanto, se reproduzem por quebra daquela nossa conhecida escadinha em espiral – a molécula de ADN – cujas metades se completam, no procedimento básico da vida, simplesmente evoluindo-se da molécula para a célula – temos de enfatizar – com consciência em tais ações e reações, promovendo-as e respondendo a elas, evidentemente, sem a complexidade – ainda – da estrutura psíquica neural, com algum pensamento, porque, naquele estádio, a consciência ainda é mera referência ao espaço e ao tempo, variáveis, denotando existência do objeto em repouso ou em movimento no campo fixo, infinito e eterno, com missão e ação meramente estruturais, na progressão psíquica e física dos seres minerais, vegetais e animais, assim em evolução, para chegar às gloriosas e criadoras postura e missão intelectuais, no homem, utilizando a inteligência como último degrau antes da sapiência, aí coroando todo o processo de evolução da consciência.

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Em outras palavras, o Universo é o campo infinito e eterno do espaço fixo referencial consciente da posição dele próprio (consciência do conjunto da posição relativa de seus pontos) no qual se movem todos os objetos, conjuntos de cubos e tetraedros infinitesimais de consciência com massa (quantidade de consciência) crescente e velocidades (lineares e radiais) decrescentes, em contínua evolução, desde o tetraedro de lados infinitesimais que se junta a outros para formar cubos e com estes, ondas e partículas, sucessivamente mais massivas e complexas e menos velozes; até que, chegando decrescivamente aos 300 mil quilômetros por segundo, formaram os fótons, que se manifestaram numa explosão de radiação luminosa hoje conhecida como o Big Bang.
Tetraedros infinitesimais, definidos pela posição da consciência de quatro pontos vértices e quatro lados triangulares de dimensão quase zero – quatro desses tetraedros compondo um cubo com quatro lados infinitesimais – ligando-se pelos lados comuns, em dois tipos de estrutura, uma linear, formando ondas e outra globular, formando partículas de consciência móvel em referência ao campo – fixo – infinito; com velocidades extremas, quase infinitas, isto é, quase em todos os lugares ao mesmo tempo. Tetraedros e cubos, esses, que se juntam aos milhares, milhões, bilhões, trilhões, etc… em conjuntos crescentes – que perdem velocidade – ainda maior que a da luz – enquanto ganham massa[6] e consequentemente, com força gravitacional também crescente, que atua no campo com os efeitos que se atribui às então ainda desconhecidas partículas de (quase) “matéria” e “energia” ainda escuras, evoluindo para formar a matéria e energia que conhecemos – a partir da referida explosão de luz – criadas ao se atingir a estrutura, massa e velocidade do fóton.
Essa estrutura só acontece porque a consciência existente em cada ponto, em cada lado, atrai a consciência do ponto ou lado mais próximo, segundo o status de consciência universal, porque não existe espaço vazio sem um ponto, que é apenas a posição dele, separado de outro por um infinitésimo de distância, necessária para que os dois pontos não sejam um só, cada um sendo a consciência de sua posição.
Assim:
O CAMPO UNIVERSAL INFINITO E ETERNO é UM ESPAÇO VAZIO DE INFINITAS POSIÇÕES JUSTAPOSTAS E FIXAS – O NADA – EM TRÊS DIMENSÕES, COM TRÊS EIXOS ORTOGONAIS EM CADA POSIÇÃO
ESSAS CONSCIÊNCIAS PUNTUAIS SE ATRAEM POR UMA
NECESSIDADE DE OCUPAR TODOS OS ESPAÇOS VAZIOS
(A FORÇA DE ATRAÇÃO é INFINITA NO TEMPO ZERO)


