Adinoel Motta Maia nasceu na Rua da Poeira, em Salvador, a 14 de agosto de 1937, filho de pai português (Manoel de Azevedo Maia) de Vila do Conde, no Distrito do Porto e de mãe brasileira (Aydil Motta Maia) de Pojuca, no Estado da Bahia.
Fez o curso primário com professores particulares, em Periperi, em Camaçari e em Salvador e o ginásio no Colégio Ypiranga (até a 3a série) e no Severino Vieira (4a. série), para ter ingresso fácil no Colégio da Bahia (Central), também do Estado, onde atravessou o curso científico (2º grau ou “secundário”) ao mesmo tempo em que prestou serviço militar na Infantaria do CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva), do Exército. Ainda nos anos 50, começara a interessar-se pela posição do Homem no Universo, filiando-se à Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis – AMORC – em 1957. Suspenderia essa filiação muitos anos depois, completando os graus exotéricos.
Adinoel aprendera a tocar violino, quando criança, na Escola de Música da Bahia, passando depois a ter aulas particulares com o Prof. Anfilófio Oliveira, que tinha uma orquestra, com a qual participou de concertos, mas desistiu de ser músico ainda na adolescência. O Prof. Anfilófio editava, contudo, uma revista – O Violino – com a qual ele colaborou, ali publicando alguns de seus primeiros textos. Desde 1952, já realizava trabalhos jornalísticos avulsos para jornais diários de Salvador e em 1954 escreveu seus primeiros contos para a revista Vida Juvenil, da Editora Vida Doméstica, do Rio de Janeiro. Iniciava-se, então, na prática do aeromodelismo, chegando a Campeão Baiano de Combate em 1962. Colaborava com todos os jornais baianos, fornecendo textos sobre as competições de aeromodelismo, chegando a ter, a partir de 1959, uma coluna semanal no Tablóide dominical do Jornal da Bahia, que o convidou a ser repórter para a edição diária.
Começou, assim, simultaneamente, sua carreira jornalística nesse jornal e o curso de Engenharia Civil, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, priorizando a engenharia dos transportes, sendo discípulo do mestre Vasco Azevedo Neto e formando-se em 1966. Iniciou sua vida de engenheiro em 1967, como Diretor do Serviço Aeroviário da Secretaria de Transportes e Comunicações do Estado da Bahia, que transformou em Departamento de Aviação da Bahia. Foi consultor de várias empresas, notadamente na área de projeto geométrico de estradas, tendo atuado nos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Piauí até 1985. Em 1970, fez concurso para professor da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde ensinou “Estradas e Transportes I”, fundou as disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”; realizou eventos técnicos e criou um método qualitativo de verificação da aprendizagem, sobre o qual publicou artigos e fez palestras em universidades de Porto Alegre (RS) e Montes Claros (MG). Em agosto de 1996, aposentou-se oficialmente da Universidade Federal da Bahia, mas ainda deu aulas na Escola Politécnica até janeiro de 1997.
Tendo começado sua carreira como jornalista profissional – ainda não existia escola de jornalismo – como repórter, logo passou a redator e coordenador de cadernos especiais, criando colunas e páginas especializadas no segundo caderno. Em 1970, começou a escrever uma página dominical intitulada Ficção e Realidade que ajudava a esgotar o Jornal da Bahia nas bancas, ali publicando duas centenas de estórias de ficção científica e policial e ensaios nas áreas filosófica, científica, mística e especulativa (discos voadores, parapsicologia e civilizações antigas). Nos anos 70, coordenou um Concurso Permanente de Contos, no suplemento de domingo – do qual seria editor – revelando novos contistas e fundando com estes o Clube da Ficção, que se reunia na Academia de Letras da Bahia e lançaria em 1980 o Manifesto Profissionalista. Também fundou e estimulou a criação de clubes de ciência, como a Associação de Astrônomos Amadores da Bahia e a Associação de Arqueologia e Pré-História da Bahia – esta sob o comando de Ivan Dórea Soares e Yara Athayde Jácome – que atuariam junto ao Prof. Valentin Calderon (Universidade Federal da Bahia) na montagem do Museu de Arqueologia dessa instituição, entre outros.
Em 1981, publicou seu primeiro livro, a cosmologia Humanidade, uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos, São Paulo). Criou um método de circulação do livro – Banco do Livro – que foi adotado pela biblioteca pública Anísio Teixeira, na cidade de Salvador. Nos anos 80, foi debatedor e conferencista nos seminários da Bienal Nestlé de Literatura Brasileira (São Paulo). Convidado pelo Goethe Institut a fazer um curso de alemão em Freiburg, na Alemanha, aproveitou para publicar artigos sobre essa experiência – inclusive sua primeira visita à Feira do Livro de Frankfurt – no Jornal da Bahia. Em 1985, foi levado pelo redator-chefe Jorge Calmon, de A Tarde, a publicar semanalmente um ensaio de provocação cultural, em página inteira aos domingos, nesse jornal, encerrando essa colaboração 12 anos depois. Em 1990, surgiu seu primeiro romance: Morte na Politécnica (Editora da Universidade Federal da Bahia). Neste mesmo ano, fez sua primeira cobertura jornalística internacional, da Feira do Livro de Frankfurt para o jornal A Tarde. Logo após, encerrava sua participação de 31 anos no Jornal da Bahia, que mudara de dono e tornara-se um 2S (sexo e sangue), deixando de circular pouco tempo depois. Em 1994, o Brasil era o País-Tema daquela Feira e o governo alemão convidou-o a fazer uma excursão de duas semanas pela Alemanha, resultando isso numa série de 23 artigos dominicais publicados em A Tarde. Também em 1994, foi lançado (Editora do Brasil na Bahia), seu livro O Alienígena Telúrico, romance infanto-juvenil. Depois de dois anos de pesquisa, em 1995, escreveu: Iate Clube da Bahia – 60 Anos de História, editado pelo próprio clube como brinde de luxo para visitantes ilustres. Em 1997, logo após aposentar-se da Universidade Federal da Bahia, deixou de colaborar regularmente com A Tarde e em março de 1998, com a Tribuna da Bahia, decidindo fazer esta Home Page e dedicar-se aos livros resultantes de suas pesquisas e propostas de ficção científica, alguns dos quais idealizados ainda em sua juventude, sem que tivesse encontrado tempo para escrevê-los.
Em outubro de 1997, participou da Feira do Livro de Frankfurt como assessor técnico da Fundação Cultural do Estado da Bahia, que ali montou, por proposta sua, o primeiro estande brasileiro individual de fora do eixo Rio-São Paulo naquele evento. Fez também os textos para catálogo e releases, da Fundação Cultural, em 1998, para a mesma Feira de Frankfurt. Em 1999, depois de um longo processo conseguiu reunir livreiros, distribuidores de livros e editores de Salvador, para reativação da Câmara Bahiana do Livro (14/4/99). No dia 6 de Maio, terminou uma primeira redação do seu romance A Noite dos Livros do Mundo, cujo cenário principal é Frankfurt e sua feira do livro. Passou a assessorar, mais uma vez, a Fundação Cultural do Estado da Bahia, até outubro, quando voltou a esse evento e decidiu reescrever esse romance, criando uma trilogia. Em novembro de 1999, começou a fazer o segundo livro dessa trilogia – Nortada – que teria o título A Cruz dos Mares do Mundo, só sendo publicado em 2010. Já havia escrito o ensaio biográfico A Era Ford, lançado pela Editora Casa da Qualidade em 2002 e dedicou-se por dois anos à pesquisa e redação do luxuoso Yacht 75 Anos, lançado em 2011 e distribuido aos associados do Yacht Clube da Bahia.
A partir de então, dedicou-se exclusivamente ao contexto histórico-geográfico que embasou o conteúdo de suas pesquisas iniciadas em 1957 – quando se filiou à Ordem Rosacruz – e que o levaram às questões básicas da essência e da existência formadoras do Universo, fechando sua proposta com a publicação da Teoria Unificada do Universo em 2007, pela Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Com o livro A Cruz dos Mares do Mundo, iniciou as atividades de sua editora – Selo AMME – em 2010, seguindo-se A Noite dos Livros do Mundo em 2012 – e o último livro da trilogia NORTADA – A Trilha dos Santos do Mundo – em 2014, marcando presença no estande da Singular (Grupo Ediouro) na Bienal do Livro de São Paulo desse ano. Três romances que lançam a Psíquica, que está para a Atualidade, como a Física está para a Realidade, na explicação da consciência como origem, estrutura e função do Universo.
Há muitos anos, foi e/ou tem sido diretor e conselheiro do Clube de Engenharia (fundador), do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, da Real Sociedade Portuguesa de Beneficência 16 de Setembro (Hospital Português da Bahia), do Gabinete Português de Leitura da Bahia, do Instituto Politécnico da Bahia, assim como, desde a sua juventude, é membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, sócio do Clube Bahiano de Tênis e do Yacht Clube da Bahia – também o foi da Associação Atlética da Bahia – nos quais costuma(va) regar sua vida social, complementando sua intensa dedicação familiar (esposa, três filhos médicos casados e cinco netos, em 2018) com rara presença em outros eventos sócio-culturais, apesar do seu interesse por eles, por falta de espaço em sua agenda de trabalho.
No momento desta atualização – julho de 2018 – Adinoel trabalha na sua memória (81 anos em agosto) – este site é parte dela – e se dedica a projetos seus, como o Selo AMME (editora dos seus livros mais recentes), a PSÍQUICA (ciência paralela à FÍSICA, depósito de estudos e pesquisas relacionados com os fenômenos cuja velocidade é superior à da luz), o PROJETO BTS (geografia e história dos transportes na Baía de Todos os Santos e seu Recôncavo) e sua NOVA FICÇÃO (estórias de dedução e conhecimentos associados à investigação científica que se antecipa na evolução dos seres telúricos e anuncia os sapienciais na Terra), tudo isso aparecendo neste site na medida de sua progressão, como proposta e realização.
Este site se propõe mostrar detalhes de toda a vida de Adinoel e da produção realizada durante esse tempo, com o objetivo de fazer não só sua memória pessoal, como a da própria cidade do Salvador e de suas instituições, ao tempo em que sugere o roteiro que cada pessoa pode trilhar para construir a sua parte na sociedade, registrando sua memória, além de disponibilizar para leitura, textos de sua produção sobre os mais diversos assuntos e com várias abordagens, dentro da visão de que cada ser humano é um universo com estrutura e experiências próprias, mas de interesse para quem se baseia na experiência dos outros para minimizar seus próprios sofrimentos.

