DODECÂLOGO

Sendo, este artigo, uma primeira notícia sobre a mais importante descoberta feita pela Humanidade – a da consciência como causa e efeito de toda a existência psíquica e física – convém que não seja demasiadamente extenso, para que mais fácil seja a absorção da sua proposta meramente iluminadora de um cenário há muito escondido pela ignorância e a vaidade que dominam as nações animais no planeta em que vivemos, onde o homem criou computadores eletrônicos sem ainda desconfiar que ele próprio é um computador biológico criado no topo de um processo de evolução animal.

 Mister se faz, a guisa de sumário, para análise posterior em outros textos, relacionar a sequência que determina, inexoravelmente, a ordem de ingresso dos elementos psíquicos na atualidade e logo após, dos elementos físicos que compõem a realidade, propondo assim um dodecálogo introdutório.

NO INÍCIO ESTÁ A PSÍQUICA

1. Sem o ponto, não há consciência.
O ponto é apenas a consciência de sua posição… sem dimensão.

 Isto é científico: o Universo é o único lugar infinito, o maior que pode existir e se compreender, mas só existe porque cada um dos seus pontos está numa posição tão próxima dos outros, que, se fosse mais próxima, só haveria um ponto em todo o Universo, segundo três eixos ortogonais, cuja interseção é essa posição. Verdadeiramente, o ponto não existe. O que existe é a sua posição, mas somente se há uma consciência da sua existência. Essa consciência poderia ser meramente intelectual, criada no cérebro humano para que este aceite essa posição e a tome como referencial para construir estruturas psíquicas (em seu próprio cérebro) e físicas, no espaço que o circunda. Tal ideia seria absurda, no entanto, porque, assim, se não houvesse seres biológicos e cérebros, portanto, como não houve quando a Terra era apenas rocha, sem vida, não haveria pontos – posições – definidos por eles na Terra. É evidente, porisso, que existe a consciência fora do cérebro, não perceptível pelo ser humano, por nós. De alguma forma, já havia então, sempre, uma consciência geológica, sem qualquer cérebro ou estrutura neural no planeta, a marcar posições relativas nas rochas sólidas e não apenas nelas, mas em todos os lugares. Podemos dizer que há consciência na Lua e em Marte… quando um meteorito cai em sua superfície e provoca uma reação do material rochoso. Já é hora, aceitemos, de acabar com a exclusividade da consciência, apenas com as características da que encontramos no cérebro ou em outra estrutura neural animal ou vegetal. O mais importante, nesses outros modelos, é que essa consciência não é simplesmente a do cérebro que localiza um ponto num papel ou no espaço cósmico. A verdade absoluta e relativa é que essa consciência está no próprio ponto, porque é o próprio ponto, apenas consciência de sua posição, nada mais. Se o Universo infinito é o lugar de todos os pontos – todas as posições tão próximas uma das outras, que, se fossem mais próximas existiria apenas uma – é evidente, prova científica resultante de raciocínio lógico, que O UNIVERSO É APENAS CONSCIÊNCIA, a consciência universal do espaço sem limites em suas três direções ortogonais e em todas as outras, delas derivadas. Como nada poderia existir antes disso, também é evidente, que NADA ou NINGUÉM poderia ter criado o Universo, que, assim, sempre existiu, nunca teve um início e jamais terá um fim, porque, se este fim ocorresse, alguma coisa ficaria em seu lugar, com sua plena consciência de posição. Assim: NÃO HÁ ESPAÇO SEM A PLENA CONSCIÊNCIA DE TODOS OS SEUS PONTOS, TÃO PRÓXIMOS, UNS DOS OUTROS, QUE, SE FOSSEM MAIS PRÓXIMOS, SERIAM UM SÓ!

 Se alguém quiser dizer que essa consciência universal é Deus, nada temos a opor, desde que este seja originalmente o lugar de todos os pontos conscientes de suas posições relativas, em todo o Universo. Igualmente, o homem é o lugar de todos os pontos conscientes de suas posições relativas, em todo o seu corpo. Quem não aceitar isto, não deve prosseguir nesta leitura, que exige – mais do que a consciência do ponto – a consciência do ego, bem mais complexa do que aquela, como veremos neste texto dedicado à evolução dela própria, a consciência, em todos os seus modos de ser, de estar e de fazer. Não queremos aqui os leitores engajados em movimentos passionais, com cores e símbolos sectários ou partidários defendendo ideologias que reservam lugar na estrutura social, política ou econômica de uma nação ou do mundo, movidos por interesses particulares, para os quais a consciência é apenas uma função do cérebro. Só recomendamos continuar esta leitura a quem tenha compromisso consigo, com seu próprio ego, com a evolução deste, ou melhor, da consciência que há nele, mas, igualmente, em qualquer outro lugar ou objeto.

 2. Sem a consciência, não há espaço.
O espaço é a consciência da posição de um conjunto dimensional de pontos.

 A próxima evidência é a de que, sendo cada ponto a sua posição, para se ter dois pontos, precisamos de uma distância que separe essas posições. A menor delas, possível, é a de um infinitésimo, isto é, uma distância tão pequena, que, se fosse menor, não existiria e assim os dois pontos ficariam numa só posição, isto é, ter-se-ia apenas um ponto nessa posição.

Raciocinando lógica e geometricamente, portanto, podemos ter, em um ou mais planos, a visão de um conjunto de pontos em uma, duas ou três dimensões perpendiculares entre si:

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Pretendemos mostrar assim que há um infinitésimo de distância entre cada dois pontos, em cada linha infinita, que constitui cada um, de um número finito ou infinito de eixos ortogonais, cujas interseções marcam a posição de todos os pontos fixos nesse espaço, que é a consciência de um número finito ou infinito de pontos.

 As figuras abaixo mostram

 (a): linhas paralelas, cada uma infinita, constituida por posições de pontos sem dimensão, separadas por distâncias infinitesimais referentes aos eixos “horizontais” num plano A e em planos paralelos inferiores B, C, D, E, F… vendo-se num corte em plano vertical a posição de três pontos P, que são vértices de um triângulo equilátero, base de um tetraedro, de modo que o ponto P está num plano paralelo, também vertical, à frente do já referido, sendo este ponto o quarto vértice desse tetraedro.

 (b): interseção que determina a posição de cada ponto no universo infinito e eterno, isto é, dos dois eixos horizontais ortogonais infinitos de espessura zero já referidos, com outro eixo vertical em plano perpendicular a esses dois, cujos pontos são todos igualmente separados por distância infinitesimal. Nesta figura, os três eixos perpendiculares são formados por segmentos infinitesimais que separam os pontos em todos os eixos paralelos e perpendiculares e se interceptam numa posição, sem dimensão alguma. Evidentemente, os referidos segmentos infinitesimais têm apenas a consciência de uma dimensão – um infinitésimo – sem espessura.

(c): visão de topo de um tetraedro infinitesimal em que P é o seu vértice num plano superior aos três vértices P da base do tetraedro.

(d): mesma visão do tetraedro, na qual os vértices são os pontos correspondentes às letras P.

tetraedro

No começo, fazemos a observação; depois, inexoravelmente, temos a dedução e finalmente, a conclusão. Pode-se registrar esse processo com frases matemáticas, sejam estas em textos literários ou em equações simbólicas, desde que elas resultem dos dados e da análise lógica que os interpreta, oferecendo um único resultado possível, que deve ser confirmado com a experiência física e/ou psíquica, conforme seja ou esteja, cada fenômeno, no campo da Física (velocidades igual ou inferiores à da luz) ou no da Psíquica (velocidades superiores à da luz).

Não basta saber isso, evidentemente. Já vimos que sem a consciência não existe o ponto, como posição no espaço, justamente porque o ponto não existe, sem a consciência de sua posição. O ponto é apenas a consciência da sua posição. Assim, como consequência lógica, matemática, o espaço infinito e vazio nada mais é do que a consciência de um conjunto de pontos, isto é, um conjunto infinito de posições justapostas, tão próximas, umas das outras, que, se fossem mais próximas, seriam apenas um ponto, uma posição, caso em que não haveria assim espaço, porque, para que este exista, é necessário haver pelo menos uma distância – um infinitésimo – entre duas posições, isto é, dois pontos. O que coloca esses pontos separados por um infinitésimo (distância tão pequena, que, se fosse menor não existiria) é a própria consciência de cada um deles. Facilmente se conclui que o Universo, como espaço vazio infinito e eterno, é apenas consciência, que alguém já disse ser – aparentemente – o Nada. Consciência universal, portanto. Não precisamos fazer uma ou mais equações, para escrever esta conclusão lógica, puramente geométrica, matemática, psíquica.

Quando grafamos a palavra consciência neste texto, não estamos nos referindo apenas, portanto, a um atributo da espécie humana, com sede no cérebro ou mesmo, inclusive, nos demais animais com outro dispositivo neural. O velho “bom senso”, base da filosofia e da ciência, nos assegura que a consciência está sempre associada ao tempo, porque o tempo é justamente a duração da consciência. Isto se comprova facilmente no homem, em sua experiência diária, desde que acorda até o momento de dormir. Durante o sono, perde-se a noção do tempo e naturalmente, a consciência. Poder-se-á dizer que ao perder a consciência, ele perde naturalmente, também, a medida do tempo. A verdade científica – física ou psíquica – é justamente a de que o tempo é a duração da consciência. Daí, o erro de Albert Einstein, ao buscar uma teoria única para o Universo, cultivando apenas valores relativos de tempo e espaço, sem aprofundar a visão do espaço absoluto, infinito e eterno, determinado pela consciência universal, em todos os lugares ao mesmo tempo. O cientista completo, o que encara o universo inteiro e unitário, não o verá olhando apenas para fora de si. Se e quando o físico olha para dentro de si, ele vê a outra metade do Universo: além da realidade da Física, a atualidade da Psíquica.

2. Sem o espaço e o tempo, não há objeto.
Objeto é a consciência do conjunto que se percebe no espaço e no tempo.

O espaço vazio infinito e eterno, que se deve dizer ser o campo referencial fixo e único, assim universal – o Nada – constituído lógica e matematicamente pela própria consciência da totalidade de seus pontos justapostos, é um campo triaxial ilimitado – nessas três direções ortogonais – no qual a distância entre tais pontos e entre os eixos que se interceptam neles, deve ser sempre a menor possível, isto é, a de um infinitésimo. Tal é também a dimensão do lado de um dos infinitos cubos assim infinitesimais justapostos, cada um justamente formado pelas quatro interseções mais próximas, entre si; inserido entre esses eixos e composto – cada cubo – por quatro tetraedros – a menor figura sólida possível – constituídos por uma base triangular equilátera e três outros lados isósceles, estes compondo as faces do referido cubo.

Estamos trabalhando com a ideia de que, na visão mais simples que temos do Universo, na sua base, isto é, no seu estádio original, naquele campo fixo referencial infinito e eterno, encontram-se assim fixos – ocupando todo esse espaço – os tetraedros formados por quatro posições de consciência puntual em seus vértices, conforme já vistos em figuras acima, mas de modo que todos esses tetraedros surjam da composição estrutural natural determinada por tais unidades infinitesimais, assim ligados uns aos outros, como tijolos numa alvenaria, compondo um só bloco psíquico compacto e imóvel, universal, assim modulado, sendo cada módulo um cubo com quatro tetraedros, acima referidos, com um infinitésimo de lado.

Nesse universo, cada um desses quatro tetraedros assim inscritos é simultaneamente um lugar psíquico constituído por posições fixas e um objeto psíquico cuja consciência está nesse lugar; isto é, uma consciência do  conjunto de pontos fixos (meras posições) onde se situa uma consciência individual com seu próprio ego, um corpo psíquico que pode sair dessas posições puntuais para outras, já existentes nessa estrutura universal.

Para maior clareza nessa assertiva, podemos comparar tal situação com uma sala totalmente ocupada por estantes justapostas moduladas de forma que cada prateleira tenha um número ilimitado de caixas cúbicas justapostas, cada uma com quatro objetos na forma dos tetraedros acima descritos preenchendo todo o espaço da caixa. Imaginemos, contudo, que toda essa estrutura é psíquica, havendo uma consciência para cada tetraedro, formando a consciência conjunta de cada caixa, que contribui para uma outra consciência geral de cada prateleira e finalmente outra, para toda a sala. Sem essa consciência intrínseca a cada um desses conjuntos, eles não existiriam. Suponhamos, em seguida, que um, dois, três ou os quatro tetraedros que estão numa caixa, seja(m) retirado(s) dela e levado(s) para outra sala ou até para fora do edifício, para uma outra cidade e assim por diante. É fundamental compreender que a caixa continua no seu lugar na mesma prateleira, mantendo-se as posições referenciais desses espaços no conjunto da sala, do edifício, etc.

Essa situação, nesse contexto, determina o que é o campo fixo referencial – tais lugares no espaço – e o que é cada objeto que nele circula (cada um dos tetraedros ou dos cubos de qualquer das caixas). Este raciocínio lógico, matemático, nos leva a comprovar a situação de cada objeto e do conjunto de todos eles, em repouso e/ou em movimento. Podemos, portanto, dizer que o Universo é um espaço único matematicamente infinito de pontos virtuais que podem manifestar-se a qualquer momento em módulos, como objetos tetraédricos, cúbicos ou mais complexos (reunindo vários deles), que podem ser um único objeto a se mover na velocidade até infinita, a ocupar todos os lugares ao mesmo tempo ou apenas um lugar, isolado. Fazemos a seguir uma analogia para deixar bastante clara essa assertiva.

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Finalmente, deixemos claro que nenhum sólido pode ser menor que um tetraedro infinitesimal, definido pelo conjunto da consciência de posição de seus quatro vértices, no espaço e no tempo. Conjunto de consciência que, no entanto –  sem deixar suas posições fixas referenciais –  pode projetar-se conscientemente como objeto livre, juntando-se a outros, iguais, mantendo seus lados triangulares, unindo-se em linha ou em bloco poliédrico maciço. Assim, como disse Isaac Newton, referindo-se aos corpos físicos, podemos buscar uma base psíquica para uma de suas leis, dizendo que a consciência estrutura-se na razão direta de suas massas e inversa do quadrado de sua distância, de modo que quatro módulos tetraédricos aos quais nos referimos aqui compõem um cubo igualmente infinitesimal e tais cubos se unem para formar o campo fixo referencial da consciência universal, mas, também, tais tetraedros podem se juntar a outros iguais, formando conjuntos de consciência em linha (como ondas) e em bloco (como partículas) conforme figuras abaixo, constituindo objetos móveis a serem referidos ao campo fixo no qual se situam.

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É importante repetir que no contexto da Psíquica, cuja estrutura espacial é definida por posições fixas dos pontos de interseção dos eixos triaxiais separados pela distância – mínima possível – de um infinitésimo, a consciência de cada um desses pontos pode mover-se em velocidade infinita, considerando que é da natureza desses pontos estar onde estão justamente porque seriam a manifestação de um único ponto a ocupar todos os lugares possíveis – a intervalos mínimos – ao mesmo tempo. Na medida, no entanto, em que quatro pontos intimamente próximos adquirem a consciência desse conjunto tetraédrico e quatro tetraedros se juntam para formar um cubo e assim por diante, cada um deles pode se mover, reduzindo sua velocidade proporcionalmente ao aumento de suas respectivas massas… como veremos em seguida.

5. Sem o objeto não há movimento, não há velocidade.
Quando a consciência move-se de uma posição para outra, cria a velocidade.

Se a posição relativa dos pontos define o espaço em sua existência, natureza, forma e dimensões, a alteração dessa posição em relação ao tempo determina sua velocidade, que em valores extremos pode ser nula, quando o objeto – conjunto de pontos – está em repouso; ou, no outro extremo, ser de valor infinito, quando o objeto está em todos os lugares ao mesmo tempo. Neste caso, o espaço infinito constituído por uma infinidade de pontos que estabelecem um campo fixo universal – o Nada, como já vimos – seria, inicialmente, ainda sem o tempo (t = 0) criado por um único ponto sem posição definida – um elemento psíquico apenas de posição – com velocidade infinita, no tempo zero.

V = e/t = e/0 = infinita

Esta seria algo impossível no campo da Física, da Realidade, mas perfeitamente aceitável no campo da Psíquica, da Atualidade, onde as velocidades variam a partir do valor infinito até cerca de 300 mil quilômetros por segundo, assim decrescentes, com valores crescentes para o tempo. Se no início, portanto, o Universo era um espaço em que o ponto tinha velocidade infinita, estando em todos os lugares – posições tão próximas umas das outras, que, se fossem mais próximas seriam uma só – ao mesmo tempo, na medida em que formaram conjuntos infinitesimais, os tetraedros infinitesimais, os cubos infinitesimais, etc. de posições conscientes, compondo objetos em onda e em partículas, tomando valores significativos, se combinaram e formaram conjuntos de volume (e “massa”) crescente, com velocidade(s) proporcionalmente menor(es), sendo tais ondas e partículas cada vez maiores e mais massivas, até que se criou a partícula que produziu luz e em seguida as que formaram átomos.    

Estamos propondo, portanto, que se considere tetraedros a formar conjuntos que se projetam no espaço em movimento consciente (ver quadro abaixo), com o único objetivo de agregar-se a outros bilhões… trilhões… etc… de módulos iguais, assim aumentando seu volume ou “massa” e complexidade, continuando e dessa forma evoluindo mais tarde para estruturas lineares flexíveis, como ondas; assim como para estruturas rígidas globulares, como partículas, em movimento psíquico determinado por essa necessidade de evolução eterna – este o principal atributo da consciência – podendo cada conjunto, individual, comportar-se contínua ou alternadamente como onda ou partícula, ao sabor exclusivamente dessa consciência, isoladamente ou de forma gregária, alterando sua própria estrutura em função do acaso ou da necessidade.

É importante reafirmar, contudo, que no início de tudo, quando já havia a consciência do espaço mas ela ainda não tinha duração alguma, ainda não havia o tempo. Em outras palavras: o tempo era zero. Assim – fique claro –   nada seria fixo no campo psíquico – inclusive este próprio – e assim, ao invés de uma infinidade de pontos fixos distribuidos uniformemente em todo o espaço infinito e eterno, ter-se-ia a consciência puntual com velocidade infinita, assim estando em todos esses lugares ao mesmo tempo – lugares como já vimos determinados pela interseção de infinitos eixos paralelos separados por um infinitésimo em três direções ao mesmo tempo.

Uma reflexão mais apurada, nesse contexto, nos leva a uma situação mais coerente com a harmonia entre as duas posturas: uma fixa, do conjunto (o campo infinito e eterno) e outra móvel, do indivíduo (o objeto). Não haveria, assim, como justificar na Psíquica aquela estrutura estática infinita e eterna, para servir apenas de campo referencial, se não houvesse neste o deslocamento de objetos quaisquer, acionados por forças também psíquicas surgidas de algum modo… como ocorre igualmente na Física. Objetos tetraédricos e cúbicos modulados de modo que a partir de um tetraedro ou um cubo, outros se acoplem em linha ou em bloco, para formar ondas e partículas.

6. Sem a velocidade não há aceleração.
A aceleração é a variação da velocidade do objeto (consciência) no tempo.

O objeto em movimento, seja simplesmente a consciência de um ponto que se desloca de uma para outra posição; seja a de um tetraedro infinitesimal que mantém a posição relativa entre seus quatro pontos e vaga pelo espaço em busca de outro ao qual se acople para formar um duplo tetraedro, mais complexo e com mais volume (“massa”) ou mesmo a outros dois para formar um cubo igualmente infinitesimal (um infinitésimo em cada lado), ou ainda outros tantos para fechar, em bloco, uma partícula; ou, em linha, uma onda… sempre aumentando a “massa” e a complexidade de consciência com o aumento do tempo, cada objeto enfrenta uma resistência psíquica de “massa” infinita que vai diminuindo a velocidade do seu movimento, para valores finitos decrescentes, assim submetendo-se a uma aceleração negativa.

É difícil imaginar-se, repentinamente, tal ação meramente psíquica, por se estar condicionado à energia e à matéria, físicas, mas um exercício com esse propósito abre novo campo de visão – pré-fóton – ainda escuro e em crescente aumento de “massa” nas partículas e de energia nas ondas, assim como do tempo de processamento, com diminuição da velocidade de deslocamento. Permitimos-nos propor muita paciência e denodo aos receptores desta arquitetura psíquica, retirando a resistência da ignorância, do condicionamento, dos muitos milhares de anos do ser humano progredindo arduamente da animalidade para a intelectualidade – passando-se do poder da alma (anima = movimento) no ser apenas animal para a gestão da inteligência no ser intelectual –  assim evoluindo em direção à sapiência, no sapiencial.

Avançando neste contexto inusitado, respeitando uma duração necessária para a maturação de tal proposta, passemos à variação da velocidade do objeto psíquico, mantendo a aceleração negativa nas distâncias crescentes a serem vencidas no campo referencial fixo infinito. Objeto psíquico que começa com quatro tetraedros de um cubo infinitesimal e se acopla a outros igualmente infinitesimais, agregando-se em blocos ou em linhas – não mais apenas entre os pontos vizinhos – deslocando-se em relação ao quadrado da unidade do tempo, ainda infinitesimal, mas também de duração igualmente multiplicável, numa proposta de maior crescimento e processamento das estruturas de consciência – objetos psíquicos – em complexidade e volume (“massa”) de muitos trilhões de trilhões, de trilhões… de infinitésimos cúbicos, de tais e mais pontos interligados, decrescendo a velocidade de deslocamento e a de rotação desses complexos, formados pelo contínuo aumento da atração entre os conjuntos, assim os unindo e os mantendo.

Esse processo tem sido admitido pela Física, ao buscar as ocorrências pós Big Bang, como uma “inflação”. Nossa proposta, no entanto, é a de aceleração negativa a partir da velocidade infinita (o objeto em todos os lugares ao mesmo tempo), seguindo-se essa aceleração negativa até chegar à velocidade da luz (300 mil quilômetros por segundo), que é a do fóton, só aí se passando para o domínio da Física.

7. Sem a aceleração não há atração.
A força de atração da consciência dos pontos que formam tetraedros (e os une)
depende da sua quantidade e da aceleração do seu movimento 

Ao contrário do que aconteceria mais tarde, com o chamado Big Bang, quando se iniciou e promoveu a expansão do nosso universo físico (após a dita “inflação”), nunca houve um processo de formação e expansão do campo referencial – sempre fixo – do Universo psíquico infinito e estático onde a consciência de suas posições sempre existiu e existirá, inalterável. Neste lugar universal, assim infinito, cada ponto nada mais é do que uma posição fixa, referencial, que permanece eternamente no seu lugar, como consciência única de ser esse lugar, haja ou não um observador para ele. Além dessa consciência, nada mais há, eternamente fixo, nele. Nada se alteraria, jamais, nesse cenário assim imóvel e vazio, se, como já vimos, não houvesse, também obrigatoriamente, o tempo, isto é, a duração da consciência, assim como o consequente movimento desta – promovido pela velocidade (relação entre espaço e tempo) – e os objetos psíquicos por ela criados nesse espaço fixo, no qual se projetam e atravessam. O que era consciência de posição evoluiu para consciência de movimento e para consciência de forma, com crescimento de volume, de “massa”. Já vimos tudo isso, mas agora acrescentamos que esse movimento acelerado (negativo ou positivo) aumenta ou diminui sua velocidade, promovendo atração ou repulsão entre os sólidos por eles assim formados, havendo uma força psíquica para unir (“amor”) ou separar (“ódio”) os tetraedros e os cubos infinitesimais, cujas consciências se projetam no espaço, em movimentos proporcionais às respectivas massas (quantidades de pontos) e à aceleração dos objetos psíquicos (tais sólidos aglomerados em linhas ou blocos), podendo-se começar a falar em ação gravitacional.

Trazendo para a Psíquica, as descobertas de Isaac Newton que são conhecidas e aplicadas na Física, temos que, no início de tudo, quando o tempo era zero (t=0), já se tinha a consciência de posição, assim como a consciência de movimento que gerou a velocidade (v = e/t).  No início de tudo, portanto, quando o espaço infinito e eterno era vazio, apenas com os pontos justapostos – separados por infinitésimos – segundo três direções ortogonais, nada se movia. Não havia o tempo (era igual a zero) e isso determinou a velocidade  infinita (v = e/t = e/0 = infinita) porque os pontos – sua consciência – estavam simultaneamente em todos os lugares, separados triaxialmente por um infinitésimo de distância, espaço este que se relacionou com o tempo, estabelecendo sua própria variação de velocidade (v/t = e/t/t = e/t2), isto é, sua aceleração (velocidade crescente) ou desaceleração (velocidade decrescente). No espaço fixo em repouso, referencial, os objetos se moveram:

F = (G.m.m/R3)R        F = m.a

Ao se associarem, as consciências dos pontos justapostos formaram poliedros e se estruturaram em volumes sem massa, mas dimensionados pelo número de vértices desses sólidos, isto é, por quantuns equivalentes a massas, para efeito de relações assim volumétricas, agregando-se em linha ou em bloco e estabelecendo características de objetos que ocupam lugar no espaço e oferecem resistência ao movimento.  Nesse relacionamento, tais objetos psíquicos em movimento ou em repouso (v = 0), já determinavam o comportamento dos então futuros objetos físicos, em função de suas massas e de suas distâncias, estabelecendo força de campo gravitacional (G.m.m/R3)R, sendo assim, tais objetos e ações psíquicos similares aos físicos, guardadas as devidas diferenças de massa  entre os sólidos físicos e os psíquicos, garantida a atração entre eles.


8. Sem a atração não há massa.
A massa é a quantidade de consciência que forma um corpúsculo.
Os corpúsculos se atraem para se tornarem mais massivos.

Matemática, física e psiquicamente, em consequência, quando o tempo (t) – a idade do Universo – cresce, a velocidade (v), a aceleração (a) e a força de atração (F) decrescem, mas quando a massa (m) cresce, a atração também cresce.  Assim, na medida em que o tempo cresceu, desde o tempo zero, os objetos psíquicos cresceram em volume (massa), também aumentando a força de atração entre eles, diminuindo a sua velocidade no espaço, assim como sua aceleração, até que, tais objetos chegaram ao volume (“massa”) do fóton, a cerca de 300 mil quilômetros por segundo, criando a luz e se manifestando em explosão criadora de energia e matéria – o chamado Big Bang – passando-se da Psíquica para a Física, da Atualidade para a Realidade, desde a velocidade da luz até o repouso (velocidade e aceleração zero), desde as partículas que formaram o átomo até os corpos mais complexos – estrelas com planetas – que se organizaram em galáxias, que são como átomos de um corpo universal, assim formando o nosso universo (um dos multiversos): o corpo de um ser que provavelmente não é o maior do Universo, este infinito e eterno

Não poderia haver espaço sem tal permanência, fixa, daquelas posições puntuais justapostas, eternamente. Não se progredirá nesse conhecimento, sem a consciência em nosso cérebro de que não só é possível como é automaticamente obrigatório existir nessa posição original do ponto fixo, a sua consciência de projetar-se no espaço, sem deixar de existir aquela posição eterna. Façamos uma tentativa de, no lugar onde estamos, sairmos para um ou dois passos ao lado. A nossa consciência sai conosco, mas fica na memória a posição onde ela esteve e onde permanece a consciência própria dessa posição fixa, de onde nos encontrávamos e que jamais desaparece com a nossa saída para a evolução.

A massa é uma grandeza fundamental da Física, sim. É o que dizem todos. Não é, contudo, exclusiva dela. Na Física, como na Psíquica, é a quantidade de consciência de cada conjunto de pontos do espaço ocupado por cada objeto, psíquico ou físico. Por isso, um objeto atrai outro objeto na razão direta da sua quantidade (e qualidade) de massa e na razão inversa do quadrado da distância entre eles (Lei de Newton).

Assim, como já vimos neste texto, o espaço vazio infinito e eterno compreende um campo de pontos fixos separados por infinitésimos, no qual se movem objetos psíquicos – conjuntos de tetraedros que formam cubos – que não têm massa física, mas podem ser quantificados por seus pontos (vértices) de consciência, totalizados para ingresso no cálculo de “massa psíquica” desses objetos (partículas, corpúsculos), que circulam no espaço ou campo dos pontos fixos da Psíquica, onde as velocidades são superiores à da luz.

Quando só havia o campo referencial fixo dos pontos separados por um infinitésimo de distância, ainda sem qualquer objeto psíquico nele formado – no espaço vazio infinito, portanto – a atração entre dois pontos vizinhos era função da massa igual a zero.

F = m.a = m.v.v = m.v2 = 0.v2  =  0

O que significa atração zero, mantendo-se os pontos – sem massa – em suas posições referenciais, razão de estarem todos obviamente separados pela menor distância possível, mas também porque não pode haver o espaço infinito, sem a existência psíquica de todos os pontos, isto é, de todas as suas posições.

Se, no entanto, substituímos na Psíquica, a massa m da Física pelo quantum (quantidade) de pontos q que formam sólidos – corpos psíquicos – a expressão matemática acima pode ser escrita assim:

F = q.a = q.v/t      q.v.1/t = q.v.v = q.v2

Esta passa a ser a do nosso raciocínio lógico, na Psíquica. Considerando que o ponto não tem massa, mas tem quantidade (quantum) igual a 1, num tetraedro teríamos 4 vértices (4 pontos) e em dois tetraedros unidos por um lado comum, teríamos 5, assim somando mais 1 vértice para cada tetraedro acoplado ao conjunto. Poderíamos, portanto, substituir na mesma fórmula, a massa (de um corpo) por outra “massa” (quantum) igual ao número de vértices do objeto, acrescentando um vértice para cada tetraedro a ele acoplado, assim tendo uma quantidade de pontos q a substituir, na Psíquica, o m já empregado na fórmula da Física.

F = m.a             F = q.a

v = e/t = 1/t = 1 infinitésimo no tempo zero = velocidade infinita

Dessa forma, os pontos que não existem fisicamente por não terem massa, mas existem psiquicamente por terem posição, contribuem para a formação de objetos psíquicos cuja velocidade e força de atração são infinitas no tempo zero, mas na medida em que se tornam mais “massivas”, aumentam a força de atração e perdem velocidade. 

9. Sem a massa, não há evolução.
Ondas e partículas se atraem para formar estruturas maiores e mais complexas

Já vimos aí atrás que os tetraedros psíquicos que se formaram, acoplaram-se e cresceram em “massa”, constituindo linhas ou blocos –  sempre em movimentos psíquicos – com velocidades decrescentes, desde a infinita até a da luz (cerca de 300 mil quilômetros por segundo), ao tempo em que aumentavam suas “massas” em quantum (quantidade de tetraedros). Ainda é impensável definir velocidade e tempo necessários para que tais tetraedros formem conjuntos – objetos – cada vez maiores, de “quase energia e quase matéria, escuras” – com ação gravitacional – que até hoje são elementos misteriosos no espaço cósmico, constituindo cerca de três quartos da energia detectada no Universo. Desde o “tempo zero”, quando o espaço era vazio, não se pode sequer imaginar a duração desse processo de crescimento da consciência, agregando “massa” – quantum de consciência, o tijolo da evolução – em velocidade decrescente, até que um desses conjuntos gravitacionais, comportando-se como onda e/ou como partícula, conforme sua consciência, produziu radiação luminosa em uma explosão que iluminou o Universo, razão porque lhe foi dado o nome de foton, assim surgindo a luz, numa expansão instantânea que passou a ser conhecida como o big bang.

SURGE A FÍSICA

O espaço cósmico iluminou-se com o fim da atualidade psíquica e o início da realidade física, ambos separados exatamente pela velocidade da luz. Os conjuntos de quase-matéria (quamas) em linha, que atuaram para formar as ondas, deram ao fóton o caráter da energia e os que atuaram como partículas lhe deram o caráter da matéria. Os três próximos itens não precisam ser detalhados aqui, já bastante discutidos, conhecidos e divulgados pela literatura científica, na Física.

10. Sem ondas e partículas não há energia e matéria.
A força de atração torna-se energia quando realiza trabalho.

11Sem energia e matéria não há estrelas.
O trabalho criou estrelas.

 12Sem estrelas, não há vida.
Sem a energia do Sol não há vida na Terra.

Tentando fazer uma síntese com base em tudo o que já sabemos todos, mas lembrando como surgiu a vida enquanto matéria orgânica – a Biologia está dentro da Física – e que a Psíquica fornece as bases para a complexa “alma” (anima, movimento) dessa Física, topo da evolução de um processo que começou quando o campo fixo  referencial de consciência estática apenas das posições, liberou-a como “pressão” para unir-se e expandir-se em objetos móveis, que se uniram a outros num processo incontrolável e quase instantâneo proposto como uma “inflação”, também quase podemos ver, apenas com a mente, dentro de uma partícula qualquer, a incontável quantidade de tetraedros infinitesimais, contribuindo com o seu quantum de consciência para estruturá-la e movê-la no espaço cósmico ou aprisioná-la num corpo vivo, na Terra, seja num vegetal que recebe a energia do Sol para a fotossíntese, seja num animal, para a respiração, depois de se estruturarem evolutivamente em

PARTÍCULAS    ÁTOMOS    MOLÉCULAS     CÉLULAS VIVAS

                       formando corpos sólidos cada vez mais complexos, nos quais surgiriam os elementos e sistemas neurais – já nos vegetais, em seguida nos insetos e demais animais – que abrigaram e desenvolveram estruturas de pensamento – processo cognitivo – dos mais primários, nos vegetais e logo em seguida nos micro-organismos independentes que cresceram evolutivamente até os insetos, sempre com a consciência coletiva (a raínha pensa com e por todos os seu cupins, formigas ou abelhas), no caminho para chegar ao cérebro mais complexo e individual que conhecemos, o humano, aí então, todos e cada um com seu ego inicialmente coletivo e em sequência, gradualmente tendendo para a individualidade, começando assim nele ainda como consciência de grupo puramente animal, evoluindo lentamente, já com inteligência, em progressão intelectual e finalmente com sapiência, sempre na direção da individualidade que coloca o ego no topo da evolução, no centro do Universo (alguém, aqui e agora, está pensando em Deus, assim não como o criador, mas sim como a criatura suprema, o ser que chegou ao topo por seus próprio méritos em sua evolução, tendo como corpo o próprio Universo?).

Paralelamente a essa manifestação especulativa inevitável de quem acumula muitos dados que sobram, quando se fecha um quadro aceitável pelo rigor científico, quando se trabalha com a estrutura psíquica fora do cérebro, contudo, cabe-nos regressar ao chão, ao desenvolvimento físico, por evolução genética, com base na hereditariedade, aos poucos se verificando que os seres vivos não dormem apenas porque lá fora está escuro, havendo um ciclo diário de horas necessárias ao repouso não apenas dos músculos, mas também da consciência física, neural, dita psicológica, inerente ao cérebro, ficando esta em “by pass”, em ritmo de espera, enquanto uma outra consciência, meramente psíquica, na estrutura cósmica, fora do corpo biológico, liga-se a ela para o balanço diário das ocorrências e dos aprendizados necessários à evolução desse ego eterno.

Paremos um pouco, neste ponto, já alertando que não estamos entrando nos perigosos caminhos e cenários do espiritualismo enquanto Fé, mas, ao contrário, trazendo a Fé para a Ciência, a Psíquica enquanto ciência, consciência, das velocidades superiores à da luz. Para que a equação da vida seja resolvida, é necessário considerar a morte não como um fim, mas como uma ocorrência que interrompe o período de experiência do Ego (o ego eterno) em ligação com o cérebro (onde está o ego neural), pela falência deste, sendo necessária uma espera, assim desligado, até voltar a ser ligado a um outro ego neural ainda em formação, no cérebro de um novo corpo, que nasce. Fica mais fácil compreender isso com uma analogia:

Um computador eletrônico começa a funcionar quando é ligado pela primeira vez a uma fonte de energia (assim também nasce o homem, com sua primeira inspiração de ar, passando a absorver a energia do Sol, que se encontra na atmosfera), nesse momento permitindo o acesso da mente do seu usuário (o ego do indivíduo que cuida da sua manutenção e do seu funcionamento), passando para a memória da máquina uma parte da sua própria memória e utilizando-o para trabalhos que processam dados e oferecem resultados, entre outras funções. Podemos assim dizer que o ego humano utiliza o “ego” do computador eletrônico para realizar experiências intelectuais e obter resultados que contribuem para sua evolução como ser humano.

Podemos também dizer, analogamente, que o cérebro humano, computador biológico, com seu ego neural, serve a um ego cósmico que se ligou a ele no seu nascimento com os mesmos objetivos, até que falecem os seus dispositivos e é jogado no cemitério, sendo substituído por outro, mas só depois de ter, o ego cósmico salvado o que há de importante em sua memória – back up – que será passado para a memória de um computador biológico novo, que nascerá, recebendo o conteúdo – consciência – de suas experiências anteriores e o nível de sua evolução, mas não o seu caráter, as características de sua personalidade, que entrariam em conflito com suas características genéticas. Nossa cultura chama de “espírito” a essa entidade  psíquica externa ao corpo e que, segundo uns vive eternamente em seguida, no espaço cósmico, mas – segundo outros – pode voltar e “reencarnar-se” num corpo físico que nasce. Em verdade, seria mais adequado dizer “religar-se”, considerando que esse ego eterno está continuamente fora do corpo humano e liga-se a ele, quando este dorme, como nós fazemos com o nosso computador, que pode estar permanentemente ligado com uma missão qualquer e ser desligado parcial e periodicamente, para receber novas instruções e tarefas.

Alguém está pensando, agora, como acorda no meio da noite ou no início do dia, com uma inspiração qualquer ou mesmo algumas imagens que o orientam na solução de um problema, cujos dados não estão na sua consciência física, neural? Quem ainda não passou pela experiência de ir para a cama com um “problemão”, por não ter dados suficientes para resolvê-lo e acorda com a solução pronta, com dados estranhos nela inseridos? Assim, com ou sem mistérios desse gênero, a vida para a evolução do ser físico mineral, vegetal, animal – inclusive humano – é o objetivo final da Física, mas ainda está longe de ser o mais avançado tema da Psíquica. Vamos em frente.

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