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BIOBIBLIOGRAFIA DE ADINOEL
- Adinoel Motta Maia nasceu (Foto 1) num sobrado próprio, de seus pais, na Rua da Poeira, em Salvador, a 14 de agosto de 1937, filho de pai português de Vila do Conde, Distrito do Porto (Manoel de Azevedo Maia) e de mãe brasileira de Pojuca, Estado da Bahia (Aydil Motta Maia), que se casaram na Igreja de São Pedro, em Salvador, em 30 de maio de 1936 (Foto 2). Nessa mesma igreja, foi batizado (Foto 3) pelo Padre Ricardo Pereira, também seu padrinho e primo, em segundo grau. Da Rua da Poeira, mudou-se para o Rio Vermelho – onde nasceu sua irmã Ydima – daí passando para o bairro de Brotas e finalmente para o subúrbio ferroviário, quando começou a II Guerra Mundial, morando alguns meses numa pequena casa entre a ferrovia e a praia (descia por escada para o mar da Baía de Todos os Santos) em Praia Grande, esperando vagar a bela casa avarandada com caramanchão e amplo quintal onde se podia ter vacas e galinhas, cujo lado era voltado para o campo de futebol, alugada em seguida ao Senhor Aníbal Cajado, em Periperi, próxima da base militar americana em Paripe, onde seu pai trabalhou durante a guerra.
- Alfabetizou-se com a professora Celita Ruas, sua prima em segundo grau, nessa casa. Aprendeu a tabuada, na mesma época, com sua avó materna, Ambrosina Figueiredo Motta, também sua madrinha aos quatro anos (Foto 4). Com o irmão desta, seu tio Zuca (José dos Santos Figueiredo), solteirão que morava com a família, aprendeu ali a fazer balões de papel, para a noite de São João. Fez o curso primário em uma escola de Periperi e em seguida numa escolinha montada pela professora e irmã do padre, na sacristia da igreja matriz de Camaçari, cidade também servida pela mesma estrada de ferro, para onde a família se mudou ainda durante a guerra, morando numa chácara muito arborizada (Foto 5) , de um are, na Praça Montenegro, onde ainda hoje estão aquela igreja e a estação ferroviária.
- Terminada a guerra, a família voltou para Salvador. Adinoel preparou-se para o exame de admissão ao ginásio com o Professor Januário (…), que ia às tardes à sua casa, o sobrado número 18 – de propriedade da sua avó – na Ladeira da Jaqueira, em frente à Baía de Todos os Santos. Começou o ginásio com 11 anos (Foto 6) no Colégio Ypiranga (até a 3a série), mudando-se para uma casa no bairro de Santo Antônio (Rua Ramos de Queiroz) e transferindo-se para o Ginásio Severino Vieira (4a série), para ter ingresso fácil no Colégio da Bahia (Central), também do Estado, onde atravessou o curso científico (ex-2º grau e hoje “curso médio”). Enquanto estudou no Severino Vieira, no Largo de Nazaré, frequentou a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato (Profa. Denise Tavares e bibliotecária Esmeralda Aragão), onde formou um grupo com Waldemar Szanieski e outros, criando a seção da Bahia do Clube Juvenil Toddy, por ser colaborador deste, através de seu programa na Rádio Nacional do Rio de Janeiro (era um ouvinte regular de rádio, principalmente de transmissões esportivas, programas de auditório, programas humorísticos, noticiários, apaixonado por um programa noturno dominical intitulado “Nada Além de Dois Minutos” (Rádio Nacional).
- Tendo iniciação musical com a Profa. Ranulfa (…) em Periperi, matriculara-se para aprender a tocar violino no Instituto de Música da Bahia, aos 11 anos, com o Prof. Flávio (…) – ainda morava na Jaqueira – e depois com o Prof. Anfilófio Oliveira, recebendo aulas em casa, aí já morando em um apartamento de primeiro andar na Rua Frederico Costa (Boa Vista de Brotas), com varandinha em seu quarto, à beira dos bondes que passavam. O Prof. Anfilófio publicava a revista O Violinoe o convidou para escrever coluna e reportagens e o ajudar na edição. Já mantinha, então, vasta correspondência com jovens do Brasil e do Exterior, para trocar selos (era membro da Sociedade Filatélica da Bahia), postais e revistas e fazia cartas para os estúdios de cinema dos Estados Unidos e da Europa (era membro do Clube de Cinema da Bahia), pedindo fotos autografadas dos artistas. Envolveu-se com cinéfilos de Salvador (Roberto Briganti, Jafé Teixeira Borges e outros), num movimento para a produção de filmes na Bahia.
- Desde 1952, já realizava trabalhos jornalísticos avulsos e em 1954 escreveu seus primeiros contos para a revista Vida Juvenil, do Rio de Janeiro, sugerindo nela uma seção mensal de aeromodelismo, que resultou na fundação do Clube dos Manicacas e realização de um primeiro concurso nacional de voo livre no Rio de Janeiro, com participação da Associação Bahiana de Aeromodelistas, chefiando uma delegação com dois competidores: Márcio Brito e Roskild Góes. Foi a primeira vez em que viajou de avião – um Curtiss Comanddo Lóide Aéreo (Foto 7) – iniciando-se então, na prática do aeromodelismo e chegando a Campeão Baiano de Combate em 1962 (Foto 8). Na sua juventude, Adinoel gostava de ler, mas também de futebol, de cinema, de basquetebol e chegou a remar com o primo António Moreira Maia em ioles do Clube de Regatas São Salvador (Foto 9), embora preferindo estar nos clubes (Bahiano de Tênis, Associação Atlética da Bahia e Yacht Clube da Bahia) do que nas praias. Nesses clubes, teve uma atividade social moderada, quer em festas dançantes – destacando-se o Reveillon do Bahiano de Tênis e os bailes de Carnaval (Foto 10) em todos eles; quer na assistência dos eventos desportivos de vôlei e basquete ali realizados.
- Ainda nos anos 50, começou a interessar-se pela Filosofia, pela Arqueologia e pela posição do Homem no Universo, filiando-se à Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis da Grande Fraternidade Branca, em 1957. Suspenderia essa filiação, muitos anos mais tarde, por ter concluído os graus exotéricos e atingido a iluminação. Terminava, então, o serviço militar, fazendo o curso do Centro de Preparação dos Oficiais da Reserva do Exército Brasileiro, na arma de Infantaria (Foto 11). Membro de família católica, não gostava de missa. Também não gostava de reuniões sociais em aniversários e casamentos. Nunca teve namorada fixa, alimentando eventuais paqueras por necessidade heterossexual, até conhecer em 1966 aquela com quem casaria e à qual se dedicaria inteiramente. Ainda morando com seus pais, sua irmã e sua avó, Adinoel deixou o bairro de Brotas e passou para o da Barra, então num prédio de três andares na Rua Airosa Galvão, quando formou um grupo (Foto 12) para editar o Vector Shopping News – o primeiro jornal baiano distribuído gratuitamente nas residências – depois do que se mudaria para o Edifício Itiúba, na Rua Marques de Leão, no Farol da Barra. Em 1959, começou a trabalhar profissionalmente e depois colaborar regularmente com o Jornal da Bahia, recém-fundado. Foi aprovado nesse ano no Vestibular da Escola Politécnica da Universidade da Bahia, tomando o trote tradicional como calouro em desfile pela Avenida Sete de Setembro, carregando uma placa (Foto 13) pedindo a mudança da Escola Politécnica do Largo de São Pedro para o campus da Federação e se formando em Engenharia Civil em 11 de dezembro de 1966, ano em que participara da tradicional e anual Embaixada de Engenharia para a Europa – sua primeira viagem internacional, que esticou té Portugal para conhecer a família de seu pai, reunida na frente da casa em Fajozes, Vila do Conde, para uma fotografia (Foto 14), num momento inesquecível.
- Iniciou sua vida de engenheiro em 1967, sendo nomeado pelo Governador Luís Viana Filho como Diretor do Serviço Aeroviário da Secretaria de Transportes e Comunicações do Estado da Bahia, que transformou em Departamento de Aviação da Bahia, cargo do qual se demitiu em 1968, passando a ser consultor de várias empresas, notadamente nas áreas de planejamento e fiscalização de obras e finalmente de projeto geométrico de estradas, tendo atuado nos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco e Piauí. Em março de 1969 já morava no Edifício Santa Terezinha, na Alameda Antunes, Barra Avenida, quando se casou com Vera Lúcia (Barreto) Reis (Maia) (Foto 15 e Foto 16) – que conheceu e começou a namorar em maio de 1966 – alugando apartamento no Edifício Blima, Loteamento Clemente Mariani, em frente ao Yacht Clube da Bahia.
- Em 1970, fez concurso para professor da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde começou ensinando “Estradas e Aeroportos I – Projeto” e fundaria em sequência as disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”, criando um método qualitativo de verificação da aprendizagem, então adotado pelo Departamento de Transportes, na Escola Politécnica. Também em 1970, começou a escrever, no Jornal da Bahia, uma página dominical que ajudaria, em anos seguintes, a esgotar o jornal nas bancas, intitulada Ficção e Realidade, onde publicou duas centenas de estórias de ficção científica e policial e ensaios nas áreas filosófica, científica, mística e especulativa (discos voadores, parapsicologia e civilizações antigas). Em 1971, trocou definitivamente de endereço, comprando apartamento no Edifício Solar Mariana, na Rua Marechal Floriano, no bairro do Canela, onde nasceriam seus três filhos e onde está até hoje. Nesses anos 70, coordenou um Concurso Permanente de Contos, no suplemento de domingo do Jornal da Bahia, revelando novos contistas e fundando com estes o Clube da Ficção – que lançou em 1980 o Manifesto Profissionalista – assim como clubes de ciência diversos.
- Em agosto de 1996, aposentou-se oficialmente da Universidade Federal da Bahia, mas ainda deu aulas na Escola Politécnica até janeiro de 1997. Em 1997, deixou de colaborar regularmente com A Tardee em março de 1998, com a Tribuna da Bahia, decidindo fazer este site e dedicar-se aos seus livros, alguns dos quais idealizados ainda em sua juventude, sem que tivesse encontrado tempo para escrevê-los. Em outubro de 1997, participou da Feira do Livro de Frankfurt como assessor técnico da Fundação Cultural do Estado da Bahia, atuando como jornalista no Centro de Imprensa da Feira (Foto 17) e no estande da Bahia (Foto 18). Fez também os textos para catálogo e releases, da Fundação Cultural, para a Feira de Frankfurt de 1998. Na volta da Feira de 1997, começou a escrever um romance – A Noite dos Livros do Mundo – para o qual refletiu, pesquisou e anotou dados ao longo de sua vida, fazendo observações in locum, em Portugal, nos Estados Unidos, na Alemanha e na França nos anos 1995 a 2000, assim como na Grécia, na Espanha e na Turquia em anos seguintes, passando essa obra a constituir uma trilogia, sob o título geral Nortada. Em Portugal, por exemplo, visitou algumas cividades (colônias celtas na época em que o apóstolo Iago andou por ali) (Foto 19), preparando sua caminhada até Compostela. Simultaneamente, escreveu A Era Ford, publicado em 2002 (Editora Casa da Qualidade), coincidindo com a inauguração da fábrica da Ford na Bahia (Camaçari). Desde 1997, também foi membro do Conselho Editorial da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Selo Bahia).
- Em 1981, publicou seu primeiro livro, a cosmologia Humanidade, uma Colônia no Corpo de Deus(Edições Melhoramentos, São Paulo). Criou um método de circulação do livro – Banco do Livro – no Edifício Fleming, Rua Chile – que foi adotado pela biblioteca pública Anísio Teixeira, na cidade de Salvador. Nos anos 80, foi debatedor e conferencista nos seminários da Bienal Nestlé de Literatura Brasileira (São Paulo). Em 1985, foi convidado a publicar uma página de provocação cultural, aos domingos, no jornal A Tarde, encerrando essa colaboração 12 anos depois. Em 1990, publicou seu primeiro romance: Morte na Politécnica (Editora da Universidade Federal da Bahia). Neste mesmo ano, fez sua primeira cobertura jornalística internacional, da Feira do Livro de Frankfurt, quando realizava um curso de iniciação em língua alemã em Freiburg, a convite do Goethe Institut. Logo após, encerrava sua participação de 31 anos no Jornal da Bahia, que mudara de dono e tornara-se um “2S” (sexo e sangue), deixando de circular pouco tempo depois. Em 1994, o Brasil era o País-Tema daquela Feira e o governo alemão convidou-o a fazer uma excursão de duas semanas pela Alemanha, resultando isso numa série de 23 artigos semanais em A Tarde, sobre suas observações feitas naquele país. Recebido então pelo Diretor da Feira, prometera a este que levaria a Bahia a montar seu primeiro estande ali e o faria três anos depois. Ainda em 1994, foi publicado (Editora do Brasil na Bahia), seu livro O Alienígena Telúrico, um romance de ficção científica para o leitor infanto-juvenil. Depois de dois anos de pesquisa, em 1995, foi lançado seu quarto livro: Iate Clube da Bahia – 60 Anos de História, solicitado, editado e distribuído pelo próprio clube como brinde de luxo para visitantes ilustres.
- Em 2004, trilhou – a pé e sozinho – o caminho do apóstolo Yaacob(Iago, Santo Iago, Santiago, Tiago) desde a Catedral do Porto (Portugal) até a Catedral de Compostela (Espanha) e começou a fazer um arquivo para formalizar e organizar suas atividades de pesquisa e de promotoria cultural, desenvolvidas desde a adolescência, com a fundação da seção baiana do Clube Juvenil Toddy e a consequente participação nas páginas da revista Vida Juvenil (Editora Vida Doméstica, do Rio de Janeiro), ali sugerindo a seção “Entre as Nuvens” – que se tornou uma revista – e dando a ideia para o Clube dos Manicacas (nacional), daí resultando a fundação do Clube de Aeromodelismo da Bahia e da Associação de Astrônomos Amadores da Bahia, a fundação da Associação de Clubes de Ciência da Bahia, a fundação da Associação Universitária de Engenharia de Transportes, a fundação do Clube da Ficção, a criação do Banco do Livro, a reativação da Câmara Bahiana do Livro, além da paericipação na fundação, organização e/ou promoção de muitos outros entes culturais e científicos, como a Associação de Arqueologia e Pré-História da Bahia, a seção Bahia da Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores de Turismo (quando escrevia sobre turismo no Jornal da Bahia e no IC-Shopping News) e da seção Bahia da Associação Brasileira de Agentes de Viagem (quando tinha uma agência de viagens, a Motta Maia Turismo), passando no fim dos anos 90 a dedicar-se às instituições portuguesas na Bahia (Foto 20), como conselheiro e diretor da Real Sociedade Portuguesa de Beneficência 16 de Setembro (Hospital Português) e diretor do Gabinete Português de Leitura, criando e coordenando neste, a entrega anual do Prêmio Cabral e a também anual Semana da Baía de Todos os Santos, abrindo e fechando, respectivamente, o seu Projeto BTS.
- Com a conclusão de sua filiação exotérica, atingindo a iluminação, na Antiga e Mística Ordem Rosacruz, Adinoel foi convidado a prosseguir nos trabalhos dessa organização milenar, com a condição de não poder revelar os conhecimentos que lhe seriam passados em seguida. Achando que isso não se ajustava à sua condição de jornalista, professor, pesquisador e escritor independente, suspendeu essa filiação e dedicou-se à missão de escrever e publicar sua trilogia Nortadae sua Teoria Unificada do Universo que fechava décadas de pesquisa e estudo iniciados após a morte em 1955 de Albert Einstein, que não conseguira concluir sua teoria unificadora dos campos (gravitacional, eletromagnético e quântico), assim como a de Teilhard de Chardin, que morreria no mesmo ano, também nos Estados Unidos, sem concluir a proposta da sua Hiperfísica. Tomando para si a missão desses dois entre os maiores gênios do século XX e partindo da definição rosa-cruz de que “o tempo é a duração da consciência”, lida exatamente no dia 14 de agosto de 1957, Adinoel recluiu-se ao seu gabinete privado por décadas, deixando escapar nos seus textos apenas umas poucas revelações, até que publicou sua Teoria Unificada do Universo em 2007, na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e finalmente lançou sua trilogia completa na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto de 2014, exatos 57 anos depois de agosto de 1957, constituída pelos livros “A Cruz dos Mares do Mundo”, “A Noite dos Livros do Mundo” e “A Trilha dos Santos do Mundo”.
- Finalmente, em 6 de dezembro de 2016, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia lançou sua revista nº 111, com a Teoria da Evolução da Consciência, que fecha a Teoria Unificada do Universo lançada em 2007. Com este texto final, a Psiquica criada naquele ano, teve completada sua estrutura, revelando que o Universo nunca foi criado, porque sempre existiu como espaço infinito e eterno, onde o tempo é apenas a duração da consciência de suas estruturas e dos fenômenos que nele ocorrem, desde os infinitos pontos que são apenas a consciência de infinitas/eternas posições justapostas a compor tal espaço assim vazio, até que tal consciência se estruture em blocos infinitesimais tetraédricos, cúbicos, etc e de modo que, podendo estar em todos os lugares ao mesmo tempo (velocidade infinita), se acoplem – em consciência apenas – e formem conjuntos mais complexos, com mais “massa” ou “quantum” de consciência, podendo tais conjuntos formar estruturas em linha (ondas) ou blocos (partículas) cada vez mais complexas e massivas, na medida em que assim mais estáveis, tais conjuntos troquem de posição não mais instantâneamente, como se deslocando em menor velocidade (ver os artigos citados, neste site).
(em preparação, para inclusão aqui, comentários sobre seus outros livros: Humanidade – Uma Colônia no Corpo de Deus; Morte na Politécnica; O Alienígena Telúrico; A Era Ford; Yacht Clube da Bahia; etc)
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