LIVROS
A INFORMAÇÃO É ALIMENTO
Ao contrário do que muita gente pensa, a Bíblia não é um livro, mas uma coleção deles. Hoje é impressa, mas já foi manuscrita e antes disso, oral. Vale a pena buscar e conhecer sua história, mas sem a tutela apenas de igrejas ou sacerdotes. Hoje ela serve religiões diversas por ser a base referencial da cultura de Deus. Não dos deuses materiais ou mesmo daqueles fantásticos, frutos apenas da imaginação, que serviram aos egípcios, gregos, romanos e até hoje, aos índios, aos pagãos. A Bíblia tomou esse nome por significar, no plural, “os livros” – é plural de biblio, que significa livro. As bíblia seriam, assim, hoje, todos os livros do mundo. Uma quantidade incontável de livros, nos mais diversos idiomas existentes em nosso planeta, inicialmente escritos em pedra, em madeira, em placas de barro, em couro, em tecidos, em diversos tipos de papel e agora, finalmente, em telas eletrônicas. Houve época e lugar em que todos os livros existentes eram apenas os que estão na Bíblia que temos em nossas casas. Hoje, guarda-se livros em bibliotecas. A primeira de que se tem notícia foi construida subterrânea, sob as areias do Egito, em forma de cruz, para abrigar uma fraternidade que cultivava a rosa, não como uma flor, mas como o conhecimento fundamental, que migrou dali para a Grécia e depois para Roma, irradiando-se desses lugares, para todo o mundo.
Os livros são a base da civilização, conduzindo o conhecimento e estimulando a reflexão intelectual. Ter um livro nas mãos é sinal de cérebro que pensa e de cultura psíquica, isto é, de pensamento. Ao contrário, a cultura física não precisa de livros, embora seu processo possa estar guardado neles, pois é feita apenas com o exercício dos músculos. Animais não precisam de livros. Intelectuais, no entanto, precisam deles, como os animais precisam de raizes, verduras e carnes. Sim, animais podem ser intelectuais e aí, precisam de tudo isso. Os homens são, todos, animais, mas alguns deles, cada vez mais, são intelectuais. Já nascem com a ferramenta para isso – o cérebro – mas nem todos o utilizam além do que precisam para interpretar os fenômenos naturais, na sua luta cotidiana pela vida. Ainda hoje podemos ver, em algum lugar, um ou outro homem puramente animal, utilizando o cérebro apenas para sobreviver.
Livros, contudo, não precisam ser feitos com papel. Já o foram gravados em pedra, em argila, em couro e agora estão em telas de computador. Livros são conjuntos de informação necessária como alimento para os cérebros. Toda a experiência vivida pelos corpos dotados de energia é registrada, processada e arquivada em livros eternos no espaço cósmico, contendo as experiências vividas e os pensamentos não apenas dos homens, não apenas dos seres vivos, mas de tudo o que existe como consciência estruturada em complexidade crescente a serviço de Deus, que é a consciência universal, cujo corpo é o universo infinito e eterno, no qual as galáxias se comportam como os átomos se comportam em todos os corpos, na Terra. Os livros do espaço cósmico guardam todo esse conhecimento… São arquivos eternos parecidos com esses nos quais guardamos tudo o que escrevemos no computador e dizemos colocar “nas nuvens”… Evidentemente, em quantidade infinita.
Nós, humanos, estamos capacitados a entender isso, com a educação que recebemos na escola, por pior que tenha sido esta. O problema está naqueles seres humanos que nunca viram uma escola, nunca tiveram uma professora alfabetizadora e jamais receberam um conhecimento qualquer, além daquele que lhes chegou ao sistema nervoso porque cairam num buraco ou foram mordidos por uma cobra. Sim, é este o caso dos índios isolados numa floresta, apenas animais a disputar espaço com todos os outros que não cultivam o conhecimento. Sim, humanos, por sua forma, com um cérebro não utilizado além do necessário para a sobrevivência e a reprodução. Estes já têm informação, mas não têm livros…
