Lançamos palavras em nosso cérebro, como plantamos sementes no campo. Onde este é fértil, a semente se transforma e cresce, produzindo frutos. Onde o solo é infértil, a semente morre…
Quando o cérebro é apenas animal, recusa as palavras como o solo que não se abre às sementes, mas quando é intelectual absorve-as e gera estruturas de pensamento que florescem e geram frutos de novo conhecimento.
Assim, surgem árvores que dão frutos e homens que inventam ou fazem descobertas… enquanto outros apenas comem e dormem.
Ensaio sobre Jesus
Todos nós, batizados na igreja católica ou numa das protestantes, somos considerados cristãos, ou seja, seguidores de Jesus, também chamado de Cristo por quem o queria como o Messias – o líder político que expulsaria os romanos da Judéia – filho de Maria de Magdala, que, ao casar com o viúvo José, passou a chamar-se Maria de José, voltando a ser Maria de Magdala após a morte deste. Tal era o hábito, então, naquela região, em volta do Lago de Genezaré, depois chamado de Mar da Galiléia. A mulher (solteira ou viúva) adotava então como sobrenome o nome do local onde nasceu ou o do marido, quando casada. Assim, a mãe de Jesus, quando solteira ou viúva, seria Maria de Genezaré (o nome da região) ou de Magdala (o da vila), conforme fosse conhecida fora da região ou da vila.
Aos 12 anos, como era o costume, na Páscoa, Jesus foi submetido a um interrogatório, frente aos doutores do templo, em Jerusalém, nada mais se sabendo dele após esse dia, sumindo por vinte anos, sendo certamente afastado dos pais para educar-se e formar-se como rabino, provavelmente fora de Jerusalém. Há indícios de que esteve na Índia e na Caxemira. O fato é que, ao regressar, encontrou sua mãe viúva, conhecida como Maria de Magdala, certamente rica porque José era rico construtor de casas, deixando-lhe uma fortuna, com a qual ela financiou as atividades do filho, à frente de seus discípulos. Era a única mulher, entre eles, porque era sua mãe, a mulher que mais amava e a quem beijava na boca.
Na Semana Santa, sofremos com a memória do sofrimento de Jesus, imposto pelos romanos, que o martirizaram e crucificaram, num longo processo que o torturou e o fez carregar a própria cruz, sempre acompanhado por sua mãe Maria e outras mulheres, algumas esposas de seus discípulos. Já pregado na cruz, continuou a ser martirizado, sendo ferido por uma lança no peito e perdendo muito sangue, o suficiente para que desmaiasse.
Atingidos então por um temporal com raios e trovões, seus seguidores abrigaram-se, ficando ao pé da cruz apenas os soldados que a guardavam e duas mulheres. Maria de Magdala e a irmã desta, Maria de Cleófas, que acreditavam ter Jesus morrido após horas de martírio e do golpe final, com a lança. Um tratamento muito diferente do que era dado aos crucificados em geral, aos quais se queria que sofressem por dias, sendo hábito retirar os corpos da cruz apenas após a morte deles.
A rica Maria de Magdala tinha um amigo, o rico José de Arimatéia, que estava construindo um sepulcro na rocha – como uma caverna – ali perto, sendo amigo de Pôncio Pilatos. Era necessário ser rápida, supondo que Jesus já estava morto e pelas regras, poderia ser retirado da cruz ainda naquela sexta-feira, assim evitando que ficasse ali, durante todo o sábado, que é guardado pelos judeus, nada se podendo fazer nele. Não deve ter sido difícil obter a ordem de Pilatos para que os soldados arriassem o corpo de Jesus, assim levado para o sepulcro de José de Arimatéia, emprestado até o domingo. As duas Marias encarregaram-se de providenciar o transporte e ainda limpar e cuidar do corpo, estirado na pedra, até o seu definitivo sepultamento, naquele domingo.
Sabemos todos – os que lemos a Bíblia – o que aconteceu quando Maria de Magdala chegou ao sepulcro no sábado e o encontrou vazio, antes de ver Jesus em pé e falar com ele. Evidentemente, após o desmaio e ainda muito fraco, passara a noite em repouso e muito ferido, precisaria do cuidado das mulheres que o visitariam no dia seguinte. Já se sabe muito, por manuscritos descobertos ao longo dos dois milênios que se seguiram, sobre a infância de Jesus entre os essênios – sua mãe fora columba do templo dessa ordem – no Monte Carmelo. Este, por ter a altura de 200 metros, ali à beira de Jerusalém, mais alto que as nuvens, dentro das quais, as casas essênias costumavam estar, costumava ser considerado como “o céu”. Assim, foi com a maior naturalidade, que Jesus, em pé, falando com sua mãe, disse para ela, que já era hora de subir ao céu.
Ali, com os cuidados dela e dos demais irmãos da ordem, recuperar-se-ia físicamente até poder andar pela estrada e reunir-se com os seus discípulos, apóstolos, em Damasco. Há quem prove estar o túmulo de Jesus na Caxemira, para onde teria voltado, após a reunião de Damasco. Isto, no entanto, é assunto para um outro texto.
NOTA 1: Além dos evangelhos, na Bíblia, recomenda-se a leitura dos manuscritos apócrifos, dos discípulos de Jesus, entre os quais o de Maria de Magdala, sua mãe.
NOTA 2: Ver em João, 19:25 – “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe; Maria de Cleófas e Maria Madalena”. Evidentemente, sendo Maria de Cleófas a irmã da mãe de Jesus, Maria Madalena (Maria de Magdala) era a mãe de Jesus.
OUTROS TEXTOS SOBRE JESUS
CLIQUE EM CADA UM, PARA ACESSAR
* CRÔNICA DE NATAL: Jesus e o Papel
