É importante repetir que no contexto da Psíquica, cuja estrutura espacial é definida por posições fixas dos pontos de interseção dos eixos triaxiais separados pela distância – mínima possível – de um infinitésimo, a consciência de cada um desses pontos pode mover-se em velocidade infinita, considerando que é da natureza desses pontos estar onde estão justamente porque seriam a manifestação de um único ponto a ocupar todos os lugares possíveis – a intervalos mínimos – ao mesmo tempo. Na medida, no entanto, em que quatro pontos intimamente próximos adquirem a consciência desse conjunto tetraédrico e quatro tetraedros se juntam para formar um cubo e assim por diante, cada um deles pode se mover, reduzindo sua velocidade proporcionalmente ao aumento de suas respectivas massas… como veremos em seguida.
5. Sem o objeto não há movimento, não há velocidade.
Quando a consciência move-se de uma posição para outra, cria a velocidade.
Se a posição relativa dos pontos define o espaço em sua existência, natureza, forma e dimensões, a alteração dessa posição em relação ao tempo determina sua velocidade, que em valores extremos pode ser nula, quando o objeto – conjunto de pontos – está em repouso; ou, no outro extremo, ser de valor infinito, quando o objeto está em todos os lugares ao mesmo tempo. Neste caso, o espaço infinito constituído por uma infinidade de pontos que estabelecem um campo fixo universal – o Nada, como já vimos – seria, inicialmente, ainda sem o tempo (t = 0) criado por um único ponto sem posição definida – um elemento psíquico apenas de posição – com velocidade infinita, no tempo zero.
V = e/t = e/0 = infinita
Esta seria algo impossível no campo da Física, da Realidade, mas perfeitamente aceitável no campo da Psíquica, da Atualidade, onde as velocidades variam a partir do valor infinito até cerca de 300 mil quilômetros por segundo, assim decrescentes, com valores crescentes para o tempo. Se no início, portanto, o Universo era um espaço em que o ponto tinha velocidade infinita, estando em todos os lugares – posições tão próximas umas das outras, que, se fossem mais próximas seriam uma só – ao mesmo tempo, na medida em que formaram conjuntos infinitesimais, os tetraedros infinitesimais, os cubos infinitesimais, etc. de posições conscientes, compondo objetos em onda e em partículas, tomando valores significativos, se combinaram e formaram conjuntos de volume (e “massa”) crescente, com velocidade(s) proporcionalmente menor(es), sendo tais ondas e partículas cada vez maiores e mais massivas, até que se criou a partícula que produziu luz e em seguida as que formaram átomos.
Estamos propondo, portanto, que se considere tetraedros a formar conjuntos que se projetam no espaço em movimento consciente (ver quadro abaixo), com o único objetivo de agregar-se a outros bilhões… trilhões… etc… de módulos iguais, assim aumentando seu volume ou “massa” e complexidade, continuando e dessa forma evoluindo mais tarde para estruturas lineares flexíveis, como ondas; assim como para estruturas rígidas globulares, como partículas, em movimento psíquico determinado por essa necessidade de evolução eterna – este o principal atributo da consciência – podendo cada conjunto, individual, comportar-se contínua ou alternadamente como onda ou partícula, ao sabor exclusivamente dessa consciência, isoladamente ou de forma gregária, alterando sua própria estrutura em função do acaso ou da necessidade.
É importante reafirmar, contudo, que no início de tudo, quando já havia a consciência do espaço mas ela ainda não tinha duração alguma, ainda não havia o tempo. Em outras palavras: o tempo era zero. Assim – fique claro – nada seria fixo no campo psíquico – inclusive este próprio – e assim, ao invés de uma infinidade de pontos fixos distribuidos uniformemente em todo o espaço infinito e eterno, ter-se-ia a consciência puntual com velocidade infinita, assim estando em todos esses lugares ao mesmo tempo – lugares como já vimos determinados pela interseção de infinitos eixos paralelos separados por um infinitésimo em três direções ao mesmo tempo.
Uma reflexão mais apurada, nesse contexto, nos leva a uma situação mais coerente com a harmonia entre as duas posturas: uma fixa, do conjunto (o campo infinito e eterno) e outra móvel, do indivíduo (o objeto). Não haveria, assim, como justificar na Psíquica aquela estrutura estática infinita e eterna, para servir apenas de campo referencial, se não houvesse neste o deslocamento de objetos quaisquer, acionados por forças também psíquicas surgidas de algum modo… como ocorre igualmente na Física. Objetos tetraédricos e cúbicos modulados de modo que a partir de um tetraedro ou um cubo, outros se acoplem em linha ou em bloco, para formar ondas e partículas.
6. Sem a velocidade não há aceleração.
A aceleração é a variação da velocidade do objeto (consciência) no tempo.
O objeto em movimento, seja simplesmente a consciência de um ponto que se desloca de uma para outra posição; seja a de um tetraedro infinitesimal que mantém a posição relativa entre seus quatro pontos e vaga pelo espaço em busca de outro ao qual se acople para formar um duplo tetraedro, mais complexo e com mais volume (“massa”) ou mesmo a outros dois para formar um cubo igualmente infinitesimal (um infinitésimo em cada lado), ou ainda outros tantos para fechar, em bloco, uma partícula; ou, em linha, uma onda… sempre aumentando a “massa” e a complexidade de consciência com o aumento do tempo, cada objeto enfrenta uma resistência psíquica de “massa” infinita que vai diminuindo a velocidade do seu movimento, para valores finitos decrescentes, assim submetendo-se a uma aceleração negativa.
É difícil imaginar-se, repentinamente, tal ação meramente psíquica, por se estar condicionado à energia e à matéria, físicas, mas um exercício com esse propósito abre novo campo de visão – pré-fóton – ainda escuro e em crescente aumento de “massa” nas partículas e de energia nas ondas, assim como do tempo de processamento, com diminuição da velocidade de deslocamento. Permitimos-nos propor muita paciência e denodo aos receptores desta arquitetura psíquica, retirando a resistência da ignorância, do condicionamento, dos muitos milhares de anos do ser humano progredindo arduamente da animalidade para a intelectualidade – passando-se do poder da alma (anima = movimento) no ser apenas animal para a gestão da inteligência no ser intelectual – assim evoluindo em direção à sapiência, no sapiencial.
Avançando neste contexto inusitado, respeitando uma duração necessária para a maturação de tal proposta, passemos à variação da velocidade do objeto psíquico, mantendo a aceleração negativa nas distâncias crescentes a serem vencidas no campo referencial fixo infinito. Objeto psíquico que começa com quatro tetraedros de um cubo infinitesimal e se acopla a outros igualmente infinitesimais, agregando-se em blocos ou em linhas – não mais apenas entre os pontos vizinhos – deslocando-se em relação ao quadrado da unidade do tempo, ainda infinitesimal, mas também de duração igualmente multiplicável, numa proposta de maior crescimento e processamento das estruturas de consciência – objetos psíquicos – em complexidade e volume (“massa”) de muitos trilhões de trilhões, de trilhões… de infinitésimos cúbicos, de tais e mais pontos interligados, decrescendo a velocidade de deslocamento e a de rotação desses complexos, formados pelo contínuo aumento da atração entre os conjuntos, assim os unindo e os mantendo.
Esse processo tem sido admitido pela Física, ao buscar as ocorrências pós Big Bang, como uma “inflação”. Nossa proposta, no entanto, é a de aceleração negativa a partir da velocidade infinita (o objeto em todos os lugares ao mesmo tempo), seguindo-se essa aceleração negativa até chegar à velocidade da luz (300 mil quilômetros por segundo), que é a do fóton, só aí se passando para o domínio da Física.
7. Sem a aceleração não há atração.
A força de atração da consciência dos pontos que formam tetraedros (e os une)
depende da sua quantidade e da aceleração do seu movimento
Ao contrário do que aconteceria mais tarde, com o chamado Big Bang, quando se iniciou e promoveu a expansão do nosso universo físico (após a dita “inflação”), nunca houve um processo de formação e expansão do campo referencial – sempre fixo – do Universo psíquico infinito e estático onde a consciência de suas posições sempre existiu e existirá, inalterável. Neste lugar universal, assim infinito, cada ponto nada mais é do que uma posição fixa, referencial, que permanece eternamente no seu lugar, como consciência única de ser esse lugar, haja ou não um observador para ele. Além dessa consciência, nada mais há, eternamente fixo, nele. Nada se alteraria, jamais, nesse cenário assim imóvel e vazio, se, como já vimos, não houvesse, também obrigatoriamente, o tempo, isto é, a duração da consciência, assim como o consequente movimento desta – promovido pela velocidade (relação entre espaço e tempo) – e os objetos psíquicos por ela criados nesse espaço fixo, no qual se projetam e atravessam. O que era consciência de posição evoluiu para consciência de movimento e para consciência de forma, com crescimento de volume, de “massa”. Já vimos tudo isso, mas agora acrescentamos que esse movimento acelerado (negativo ou positivo) aumenta ou diminui sua velocidade, promovendo atração ou repulsão entre os sólidos por eles assim formados, havendo uma força psíquica para unir (“amor”) ou separar (“ódio”) os tetraedros e os cubos infinitesimais, cujas consciências se projetam no espaço, em movimentos proporcionais às respectivas massas (quantidades de pontos) e à aceleração dos objetos psíquicos (tais sólidos aglomerados em linhas ou blocos), podendo-se começar a falar em ação gravitacional.
Trazendo para a Psíquica, as descobertas de Isaac Newton que são conhecidas e aplicadas na Física, temos que, no início de tudo, quando o tempo era zero (t=0), já se tinha a consciência de posição, assim como a consciência de movimento que gerou a velocidade (v = e/t). No início de tudo, portanto, quando o espaço infinito e eterno era vazio, apenas com os pontos justapostos – separados por infinitésimos – segundo três direções ortogonais, nada se movia. Não havia o tempo (era igual a zero) e isso determinou a velocidade infinita (v = e/t = e/0 = infinita) porque os pontos – sua consciência – estavam simultaneamente em todos os lugares, separados triaxialmente por um infinitésimo de distância, espaço este que se relacionou com o tempo, estabelecendo sua própria variação de velocidade (v/t = e/t/t = e/t2), isto é, sua aceleração (velocidade crescente) ou desaceleração (velocidade decrescente). No espaço fixo em repouso, referencial, os objetos se moveram:
F = (G.m.m’/R3)R F = m.a
Ao se associarem, as consciências dos pontos justapostos formaram poliedros e se estruturaram em volumes sem massa, mas dimensionados pelo número de vértices desses sólidos, isto é, por quantuns equivalentes a massas, para efeito de relações assim volumétricas, agregando-se em linha ou em bloco e estabelecendo características de objetos que ocupam lugar no espaço e oferecem resistência ao movimento. Nesse relacionamento, tais objetos psíquicos em movimento ou em repouso (v = 0), já determinavam o comportamento dos então futuros objetos físicos, em função de suas massas e de suas distâncias, estabelecendo força de campo gravitacional (G.m.m’/R3)R, sendo assim, tais objetos e ações psíquicos similares aos físicos, guardadas as devidas diferenças de massa entre os sólidos físicos e os psíquicos, garantida a atração entre eles.
8. Sem a atração não há massa.
A massa é a quantidade de consciência que forma um corpúsculo.
Os corpúsculos se atraem para se tornarem mais massivos.
Matemática, física e psiquicamente, em consequência, quando o tempo (t) – a idade do Universo – cresce, a velocidade (v), a aceleração (a) e a força de atração (F) decrescem, mas quando a massa (m) cresce, a atração também cresce. Assim, na medida em que o tempo cresceu, desde o tempo zero, os objetos psíquicos cresceram em volume (massa), também aumentando a força de atração entre eles, diminuindo a sua velocidade no espaço, assim como sua aceleração, até que, tais objetos chegaram ao volume (“massa”) do fóton, a cerca de 300 mil quilômetros por segundo, criando a luz e se manifestando em explosão criadora de energia e matéria – o chamado Big Bang – passando-se da Psíquica para a Física, da Atualidade para a Realidade, desde a velocidade da luz até o repouso (velocidade e aceleração zero), desde as partículas que formaram o átomo até os corpos mais complexos – estrelas com planetas – que se organizaram em galáxias, que são como átomos de um corpo universal, assim formando o nosso universo (um dos multiversos): o corpo de um ser que provavelmente não é o maior do Universo, este infinito e eterno…
Não poderia haver espaço sem tal permanência, fixa, daquelas posições puntuais justapostas, eternamente. Não se progredirá nesse conhecimento, sem a consciência em nosso cérebro de que não só é possível como é automaticamente obrigatório existir nessa posição original do ponto fixo, a sua consciência de projetar-se no espaço, sem deixar de existir aquela posição eterna. Façamos uma tentativa de, no lugar onde estamos, sairmos para um ou dois passos ao lado. A nossa consciência sai conosco, mas fica na memória a posição onde ela esteve e onde permanece a consciência própria dessa posição fixa, de onde nos encontrávamos e que jamais desaparece com a nossa saída para a evolução.
A massa é uma grandeza fundamental da Física, sim. É o que dizem todos. Não é, contudo, exclusiva dela. Na Física, como na Psíquica, é a quantidade de consciência de cada conjunto de pontos do espaço ocupado por cada objeto, psíquico ou físico. Por isso, um objeto atrai outro objeto na razão direta da sua quantidade (e qualidade) de massa e na razão inversa do quadrado da distância entre eles (Lei de Newton).
Assim, como já vimos neste texto, o espaço vazio infinito e eterno compreende um campo de pontos fixos separados por infinitésimos, no qual se movem objetos psíquicos – conjuntos de tetraedros que formam cubos – que não têm massa física, mas podem ser quantificados por seus pontos (vértices) de consciência, totalizados para ingresso no cálculo de “massa psíquica” desses objetos (partículas, corpúsculos), que circulam no espaço ou campo dos pontos fixos da Psíquica, onde as velocidades são superiores à da luz.
Quando só havia o campo referencial fixo dos pontos separados por um infinitésimo de distância, ainda sem qualquer objeto psíquico nele formado – no espaço vazio infinito, portanto – a atração entre dois pontos vizinhos era função da massa igual a zero.
F = m.a = m.v.v = m.v2 = 0.v2 = 0
O que significa atração zero, mantendo-se os pontos – sem massa – em suas posições referenciais, razão de estarem todos obviamente separados pela menor distância possível, mas também porque não pode haver o espaço infinito, sem a existência psíquica de todos os pontos, isto é, de todas as suas posições.
Se, no entanto, substituímos na Psíquica, a massa m da Física pelo quantum (quantidade) de pontos q que formam sólidos – corpos psíquicos – a expressão matemática acima pode ser escrita assim:
F = q.a = q.v/t q.v.1/t = q.v.v = q.v2
Esta passa a ser a do nosso raciocínio lógico, na Psíquica. Considerando que o ponto não tem massa, mas tem quantidade (quantum) igual a 1, num tetraedro teríamos 4 vértices (4 pontos) e em dois tetraedros unidos por um lado comum, teríamos 5, assim somando mais 1 vértice para cada tetraedro acoplado ao conjunto. Poderíamos, portanto, substituir na mesma fórmula, a massa (de um corpo) por outra “massa” (quantum) igual ao número de vértices do objeto, acrescentando um vértice para cada tetraedro a ele acoplado, assim tendo uma quantidade de pontos q a substituir, na Psíquica, o m já empregado na fórmula da Física.
F = m.a F = q.a
v = e/t = 1/t = 1 infinitésimo no tempo zero = velocidade infinita
Dessa forma, os pontos que não existem fisicamente por não terem massa, mas existem psiquicamente por terem posição, contribuem para a formação de objetos psíquicos cuja velocidade e força de atração são infinitas no tempo zero, mas na medida em que se tornam mais “massivas”, aumentam a força de atração e perdem velocidade.
9. Sem a massa, não há evolução.
Ondas e partículas se atraem para formar estruturas maiores e mais complexas
Já vimos aí atrás que os tetraedros psíquicos que se formaram, acoplaram-se e cresceram em “massa”, constituindo linhas ou blocos – sempre em movimentos psíquicos – com velocidades decrescentes, desde a infinita até a da luz (cerca de 300 mil quilômetros por segundo), ao tempo em que aumentavam suas “massas” em quantum (quantidade de tetraedros). Ainda é impensável definir velocidade e tempo necessários para que tais tetraedros formem conjuntos – objetos – cada vez maiores, de “quase energia e quase matéria, escuras” – com ação gravitacional – que até hoje são elementos misteriosos no espaço cósmico, constituindo cerca de três quartos da energia detectada no Universo. Desde o “tempo zero”, quando o espaço era vazio, não se pode sequer imaginar a duração desse processo de crescimento da consciência, agregando “massa” – quantum de consciência, o tijolo da evolução – em velocidade decrescente, até que um desses conjuntos gravitacionais, comportando-se como onda e/ou como partícula, conforme sua consciência, produziu radiação luminosa em uma explosão que iluminou o Universo, razão porque lhe foi dado o nome de foton, assim surgindo a luz, numa expansão instantânea que passou a ser conhecida como o big bang.
SURGE A FÍSICA
O espaço cósmico iluminou-se com o fim da atualidade psíquica e o início da realidade física, ambos separados exatamente pela velocidade da luz. Os conjuntos de quase-matéria (quamas) em linha, que atuaram para formar as ondas, deram ao fóton o caráter da energia e os que atuaram como partículas lhe deram o caráter da matéria. Os três próximos itens não precisam ser detalhados aqui, já bastante discutidos, conhecidos e divulgados pela literatura científica, na Física.
10. Sem ondas e partículas não há energia e matéria.
A força de atração torna-se energia quando realiza trabalho.
11. Sem energia e matéria não há estrelas.
O trabalho criou estrelas.
12. Sem estrelas, não há vida.
Sem a energia do Sol não há vida na Terra.