Resumo

Os cientistas têm perseguido uma explicação única e total para a existência, a estrutura e a organização do Universo1, assim como para os fenômenos nele observados, mas costumam restringir-se a examinar a questão à luz apenas das leis físicas, admitindo uma ação original, como se o Universo tivesse surgido do nada absoluto, de repente, num momento qualquer, ou da explosão de algo muito concentrado, que evidentemente já existiria e assim, precisaria ter a sua própria origem, ainda indeterminada. Este artigo limita-se a anunciar uma proposta nessa mesma perseguição, mas partindo da premissa de que o Universo não tem uma origem porque simplesmente É, sem início e sem fim, constituído por infinitas posições de anenergia², em eterna sucessão de agoras (ATUALIDADE PSÍQUICA), gerando pensamento que se posiciona e se relaciona, adquirindo CONSCIÊNCIA das dimensões lineares (comprimento, largura, altura e duração) que formam a REALIDADE FÍSICA e das mudanças de posição (movimento) que se manifestam em energia e matéria, proporcionando uma cosmografia na qual se insere o pequeno universo parcialmente conhecido, no qual vivemos e para o qual queremos fazer uma cronologia. Dessa cronologia, este artigo retira o eixo da consciência que evolui e promove a evolução dos seres materiais e conseqüentemente de suas espécies, até a humana. Com tal visão cosmológica, o artigo pretende contribuir para se chegar à Teoria Unificada do Universo, que se entende, assim, só ser atingível a partir da Psíquica, uma ciência a ser criada para formar indispensável bipolaridade, com a Física, completando o quadro cosmológico, Universal.


1 “O objetivo final da ciência é oferecer uma única teoria que descreva o universo inteiro” (Stephen Hawking, doutor em Cosmologia, professor da Universidade de Cambridge). Ver referência 11.
2 Palavra encontrada pelo autor no Dicionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo (referência 05), o mesmo que anenergia (falta ou perda de forças, ou de vigor), do grego an+érgon, a qui adotada para designar o estado estacionário da essência em todo o espaço infinito.

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